ECONOMIA
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014, 20h:40
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EMPREGOS
MT superou média nacional
Conforme dados da Rais 2013, criação de postos com
carteira assinada cresceu 6,5%. No País foi de 3,14%
MARIANNA PERES
Da Editoria
O número de empregos formais, em Mato Grosso, somou 792,9 mil vagas em 2013. O saldo do acumulado dos doze meses daquele ano é recorde para série histórica local e supera em quase 6,5% o contabilizado no mesmo período de 2012. Na comparação anual entre os dois exercícios, o incremento em valores absolutos mostra a adição de mais de 48 mil postos. A expansão relativa (percentual) dos empregos formais no Estado foi a segunda maior da região Centro-Oeste, atrás apenas da observada no Distrito Federal, cujo incremento anual foi de 10,21%. Já em relação aos números absolutos, o saldo estadual é ultrapassa Mato Grosso do Sul que contabilizou 18,4 mil postos a mais em relação a 2012. Os dados fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) relativa ao ano de 2013 e que foi divulgada ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Dentro da relação, os melhores resultados setoriais, em números absolutos, couberam aos segmentos de serviços, com a geração de 14,7 mil postos de trabalho a mais que no ano anterior (+8,55%), comércio, com 12,2 mil postos (+6,82%) e a indústria de transformação com 11,0 mil empregos (+11,25%). Já na evolução relativa, o destaque, conforme a Rais mato-grossense, ficou por conta da atividade extrativa mineral, que registrou aumento de 12,97%, correspondendo à geração de 494 postos. A Rais foi instituída pelo Decreto nº 76.900/75, que obriga as empresas a prestar declaração anual ao MTE. Suas informações referem-se aos empregados celetistas, estatutários, avulsos, temporários, dentre outros, colhendo dados da remuneração, grau de instrução, ocupação e nacionalidade, além de dados dos estabelecimentos relativos à atividade econômica e área geográfica. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), traz informações mensais sobre a movimentação das admissões e demissões apenas dos celetistas, ou seja, com carteira assinada e regido pela Consolidação das Leis Trabalhista (CLT). A RAIS além de traçar um perfil do mercado de trabalho formal no país é também o instrumento utilizado pelo governo federal para identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono Salarial. EM ELEVAÇÃO A média mato-grossense do rendimento médio dos trabalhadores em 2013 também superou o registrado no país, que teve expansão de 3,14%. No Estado, o crescimento foi de 3,27% em relação a dezembro de 2012, como resultado de aumentos nas remunerações médias percebidas pelos homens (+4,05%) e pelas mulheres (+2,03%). Em cifras, o salário médio pago foi de R$ 2.069,26 para R$ 2.153,01 para os homens e de R$ 1.864,28 para R$ 1.902,12. A média de ambos foi alterada de R$ 1.991,19 para R$ 2.056,24. Por mais um ano seguido, o ramo de instituições de crédito, seguros e capitalização é o melhor pagador do Estado, com média de R$ 4.121,00 por empregado. A maior parte das empregadoras é de médio e grande porte porque possuiu entre 500 e mais de 999 vínculos empregatícios registrados. A Rais também lista a idade média dos empregados, bem como o nível de escolaridades de ambos os sexos. Entre mulheres e homens, a maior parte dos empregados tinha, até o final de 2013, o ensino médio completo. Com nível superior completo, as mulheres lideram a participação no mercado formal, são 74.803 para 51.184 homens. Entre os gêneros, a formação superior foi a que mais evoluiu na comparação anual, cresceu 9,50%. Em relação à faixa etária, a maior parte da população ativa tem entre 30 e 39 anos. Em 2012 eram 222.689 e em 2013 somaram 240.109, um incremento na base de 17.420 trabalhadores e variação de 7,82%. Mas a maior evolução em relação ao incremento da base de trabalhadores ocorreu na faixa etária de 65 anos ou mais que somava um contingente de 4.738 pessoas em 2012 e passou a 5.188 no ano passado, adição de 450 trabalhadores e variação anual de 9,50%.