NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 03 de Abril de 2008, 20h:55

GREVE - I

MT: Produção em risco

Paralisação dos auditores fiscais da RFB retém cargas na aduana mato-grossense. De 33 caminhões, apenas três desembarcaram ontem

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
A greve dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil – que já dura 18 dias - poderá afetar a produção industrial e o comércio varejista de Mato Grosso. No Distrito Industrial de Cuiabá, dezenas de caminhões aguardam o desembaraço das mercadorias para o desembarque dos containners na Estação Aduaneira do Interior (Aeadi), o Porto Seco. De acordo com levantamento do Porto Seco, cerca de 1 mil toneladas de cargas estão armazenadas na Eadi, totalizando cerca de US$ 5 milhões em importações. Empresas como Curtume Jangadas e Múltiplos Indústria e Comércio de PVCs já demonstram preocupação com a situação. Ontem, alguns caminhões começaram a desembarcar as mercadorias no depósito do Porto, porém ainda sem a liberação da Receita Federal do Brasil. O Porto Seco ficará como fiel depositário das mercadorias até liberação final para as empresas importadoras. “Até quarta-feira nada havia sido feito no sentido de desembaraçar as mercadorias. Somente agora alguns caminhões tiveram autorização para desembarque das cargas, porém elas permanecem retidas até os procedimentos finais, como o registro da Declaração de Imposto (DI) e o pagamento dos tributos federais”, informou o gerente de Logística e Comercial do Porto Seco, Elton Erthal. Até agora foram liberados apenas sete dos 33 caminhões que estavam na fila aguardando a fiscalização. As principais cargas retidas na aduana mato-grossense estão quase que na maioria voltadas à indústrias, são matérias-primas, como zinco, cromossal e politileno, além de máquinas para indústrias gráficas e de esmagamento, além de peças para máquinas agrícolas, CDs/DVDs e pneus para automóveis e caminhões. Essas mercadorias têm diversas origens, como Argentina, Uruguai, Colômbia, Alemanha, Itália, Estados Unidos, Taiwan e China. INDÚSTRIAS - As indústrias temem que o atraso na liberação das mercadorias possa afetar a produção nos próximos dias. “Por enquanto ainda temos matéria-prima para trabalhar, mas se a greve se prolongar poderemos ter problemas”, disse ontem uma fonte da indústria Minas Zinco, que importa o zinco eletrolítico da Argentina para processamento e exportação. Desde o início da paralisação dos fiscais no Porto Seco, o Curtume Jangadas acumula prejuízos com diárias da transportadora, retenção de 15 contêineres e com diárias do local. Além disso, conforme a assessoria de imprensa da indústria, o produto armazenado nos contêineres, o sulfato de cromo (cromossal) é um dos principais insumos para o curtimento do couro, poderá acarretar em problemas na produção e venda. O Curtume Jangadas, localizado em Jangada/MT, emprega cerca de 200 funcionários. “Ainda não começou a faltar matéria-prima em nossa indústria, mas estamos preocupados com a situação por causa do nosso estoque, que está quase no fim”, disse ontem o proprietário da Múltiplos Indústria e Comércio de PVCs, no município de Jaciara (150 quilômetros ao Sul de Cuiabá), Roberto Ribeiro. Segundo ele, se a greve dos auditores fiscais prosseguir por mais alguns dias, a empresa poderá paralisar a produção já a partir da próxima segunda-feira. A Múltiplos produz forro de PVC e perfis (cantoneiras e lâminas de forro) para a indústria da construção civil. A empresa é a maior fornecedora destes produtos no Estado (cerca de 80 mil metros quadrados de PVC), contando com uma carteira de 1,1 mil clientes e 26 funcionários na indústria. (Veja mais na página C2)

Edição EDIÇÃO 16966




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL