No mesmo dia em que auditores da União Européia (UE) visitam fazendas no Rio Grande do Sul habilitadas a fornecer carne bovina ao bloco, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, avaliou ontem que "o importante é que o mercado (europeu) está aberto". A UE chegou a suspender as importações do Brasil após a disputa sobre o número de propriedades aptas a exportar ao bloco e reabriu o mercado para 106 fazendas. Ao manter as exportações, o Brasil evita possíveis reflexos do problema para terceiros mercados, que poderiam deduzir a existência de problemas sanitários, ressaltou o ministro. Stephanes relatou que a União Européia sofre grande pressão dos produtores europeus, que abastecem 95% do mercado doméstico do bloco. "O Brasil aceitou estas regras {da UE}, baixou suas normas e, no final, acabou não cumprindo suas próprias normas", resumiu Na medida em que mais propriedades atenderem às exigências, serão incorporadas à lista daquelas habilitadas à exportação. Ele previu que até o final do ano a situação deve estar normalizada, apostando na inclusão de 4 a 5 mil propriedades na lista.