ECONOMIA
Sábado, 05 de Abril de 2008, 13h:46
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Mesmo sob crise, contratos cumpridos em MT
O superintendente do Instituto de Economia Agrícola da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Imea/Famato), Seneri Paludo, explica que algumas rupturas de contratos pela parte do produtor ocorrem no Estado a cada ciclo, mas em volume insignificante. Não há estatísticas sobre isso. É um caso ou outro. Ele explica, que comparando este ano, com o ano passado, houve algum desajuste em 2008 e ele acredita que o questionamento das cláusulas marca sim uma nova etapa que abre caminhos para reivindicações e propostas que possam tornar a negociação mais equilibrada. Nem produtores e nem as multinacionais tratam do assunto, nem para acusar ou defender. Paludo destaca que em todos os contratos a quebra do compromisso para qualquer uma das partes é garantida por meio de multas. Mas, o maior prejuízo, principalmente para o produtor, é o prejuízo moral para quem rompe o acordo. É o aspecto moral que faz a diferença. Apesar de tudo que aconteceu no segmento nas últimas quatro safras, Paludo aponta um ponto positivo. A crise foi salutar, porque mesmo sob todas as dificuldades e imposições dos contratos, os produtores mato-grossenses cumpriram o compromisso, isso foi muito bom. Das 17,5 milhões de toneladas previstas para esta safra no Estado, cerca de 42% do grão, teve venda antecipada fixada em até US$ 12 a saca. Na sexta-feira (4), a saca atingiu em Sorriso, por exemplo, US$ 18,60, ou seja, há uma diferença de US$ 6,60, ou cerca de R$ 11 por saca. O que se tem de analisar, como observa Paludo, que travar as vendas em US$ 12 não foi um mau negócio, será mau negócio travar este valor para a safra 08/09, alerta. O que realmente necessita de flexibilização são os juros, as garantis reais e multas, porque o mudus operandi é o mesmo em qualquer lugar do mundo, ou seja, por exemplo, o produtor arca com os riscos da produção até a entrega no local e data combinados. (MM)