Após dez semanas consecutivas de alta, Cuiabá iniciou o mês de junho com recuo de 0,37% no valor da cesta básica, que passou a custar, em média, R$ 915,80.
No entanto, o levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) revelou que o valor atual permanece 8,14% acima da média de R$ 846,76, registrada no mesmo período de 2025.
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Apesar do recuo semanal, o conjunto de produtos da cesta básica ainda apresenta valor elevado, considerado um dos mais altos já apurados pelo IPF-MT.
Segundo o presidente da federação, Wenceslau Júnior, embora a cesta básica tenha registrado retração semanal neste início de junho, seu custo médio permanece em patamar historicamente elevado, o que vem ocorrendo há algumas semanas.
Essa condição, acrescentou, mantém uma pressão significativa sobre o orçamento das famílias, impactando o seu consumo.
Pela sexta semana consecutiva, o feijão apresentou alta, avançando 5,05% e atingindo média semanal de R$ 9,01/kg.
Conforme análise do IPF-MT, a oferta restrita, em razão da menor área de plantio e do período de entressafra, pode ter contribuído para o aumento dos preços observado nas últimas semanas.
O arroz, que também registra alta de 4,32%, alcançou preço médio de R$ 5,47/kg.
Assim como ocorre com o feijão, a área de plantio limitada tem restringido a oferta do produto.
Além disso, os preços vêm passando por um processo de recomposição, após a desvalorização observada no ano passado, o que contribui para a elevação verificada nas últimas semanas.
Dentre os itens de maior variação, o tomate se destaca pela redução de 7,67%, alcançando valor médio de R$ 12,28/kg.
O avanço da safra atual, com maior disponibilidade de frutos no mercado, pode ter contribuído para a redução dos preços observada no período.
Assim como verificado na semana anterior, itens básicos como arroz e feijão ainda pesam no custo da cesta.
Wenceslau Júnior explicou que esses produtos continuam sustentando o valor da cesta em patamar elevado.
“Apesar de alguns itens apresentarem forte recuo em sua média semanal, as altas registradas em produtos como feijão e arroz sustentaram o custo médio elevado da cesta básica.”




