ECONOMIA
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012, 19h:27
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DESEMPREGO
Menor taxa de janeiro
Pesquisa feita pelo IBGE mostra que taxa subiu em janeiro, mas é a menor para o mês desde início da série histórica
O nível de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu de 4,7% em dezembro para 5,5% em janeiro de 2012. Essa foi a menor taxa já registrada para o mês de janeiro desde o início da série histórica (março de 2002). Na comparação com janeiro do ano passado (6,1%), a taxa recuou 0,6 ponto percentual. A Pesquisa Mensal de Emprego, que analisa as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, apontou que a população desocupada (1,3 milhão de pessoas) cresceu 15,9% no confronto com dezembro (mais 180 mil pessoas procurando trabalho). Ante janeiro do ano passado, recuou 7,7% (menos 110 mil). A população ocupada (22,5 milhões) caiu 1% ante dezembro (menos 220 mil ocupados). No confronto com janeiro de 2011, houve aumento de 2% (mais 433 mil ocupados). O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,1 milhões) não registrou variação na comparação com dezembro. Na comparação anual, o aumento foi 6,3% - mais 664 mil postos de trabalho com carteira assinada. O rendimento médio dos ocupados (R$ 1.672,20, o valor mais alto para o mês de janeiro desde março de 2002) apresentou alta de 0,7% na comparação mensal e de 2,7% ante janeiro do ano passado. O rendimento médio dos trabalhadores subiu frente a dezembro em Recife (7,3%), Salvador (3,0%), Belo Horizonte (1,7%) e Porto Alegre (4,0%). Caiu no Rio de Janeiro (-1,6%) e ficou estável em São Paulo. Na comparação com janeiro de 2011, o rendimento cresceu em Recife (2,5%), Salvador (16,6%), Belo Horizonte (6,4%) e São Paulo (2,2%). Ficou estável no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Na análise regional, o desemprego registrou as maiores variações em Recife (de 4,7% para 5,7%), Belo Horizonte (de 3,8% para 4,5%), Rio de Janeiro (de 4,9% para 5,6%), São Paulo (de 4,7% para 5,5%) e Porto Alegre (de 3,1% para 3,9%). A taxa caiu em Salvador (-2,4 pontos percentuais), em Recife (-1,4 ponto percentual) e em Belo Horizonte (-0,8 ponto percentual) e nas demais registrou estabilidade. A economia mais favorável e o aumento do salário mínimo foram os motivos que, aparentemente, levaram ao recorde no rendimento da população ocupada. O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, explicou, no entanto, que o resultado de apenas um mês não é suficiente para identificar todos os motivos que levaram à alta. O indicador foi puxado, principalmente, por melhoras nos setores de serviços, que subiram 23,4%, e indústria, que aumentou 11,5%. O estado tem peso de 12% na composição do índice.