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ECONOMIA
Quinta-feira, 17 de Maio de 2012, 19h:52

EMPREGOS

Melhor abril em 5 anos

Criação de novas vagas de trabalho, em Mato Grosso, cresceu 136% na comparação anual do mês de abril

MARIANNA PERES
Da Editoria
A criação de novas frentes de trabalho formal, em Mato Grosso, aumentou 136,15% em abril na comparação com igual mês do ano passado. As vagas celetistas, com carteira assinada, passaram de 1.817 para 4.291. O resultado mostra que 2012 teve o melhor abril dos últimos cinco anos. As atividades da indústria de transformação, construção civil e serviços, sustentaram o desempenho positivo. O bom momento desses três segmentos, verificado desde o início do ano, imprimiu ao Estado, assim como é observado no Brasil, o maior saldo de novas vagas de 2012. Em janeiro, foram criadas 10.142, em fevereiro, 18.007 e em março, 19.386. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O Brasil registrou em abril a criação de 216.974 empregos formais. O saldo é o maior de 2012 e demonstra a manutenção da trajetória de expansão dos postos de trabalho formais. Pela primeira vez no ano foi verificado crescimento em todos os oito setores da economia. Em Mato Grosso, o saldo só não foi mais positivo porque a agropecuária fechou o mês demitindo mais que contratando. O movimento é esperado a partir de março pelo fim da safra de soja, cultura de maior peso no agronegócio estadual. No mês passado foram eliminadas 2.141, resultado de uma demissão de 9.532 trabalhadores e admissão de 7.391 pessoas. Enquanto o campo demite, segmentos extremamente ligados à demanda interna, como indústria, construção e serviços, tomam o posto de maiores empregadores de 2012, no Estado. Conforme o Caged, em abril, a indústria de transformação gerou 2.233 novos postos, a construção civil 2.111 postos e serviços outros 1.241 postos, “saldos que superaram a queda observada na agropecuária, com a extinção de 2.141 postos”. Como destaca o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, a performance positiva dos três setores citados não é surpresa, já que desde janeiro os resultados mensais seguem em ascensão e isso mostra, principalmente, na indústria e na construção civil, a consolidação dessas atividades econômicas. “Estamos crescendo de forma firme e sustentável dentro de um cenário de crise e incertezas no exterior e isso mostra que não fomos atingidos e nem seremos”. O presidente completa que esse crescimento observado no Estado, se repete na região Centro-Oeste. Para os meses seguintes, Milan diz que a tendência de expansão seguirá, porque ambos os segmentos (indústria e construção civil) estão no caminho certo, “e desta vez temos uma variante muito positiva para o Estado, de modo geral, que é a melhora da logística”. Com logística, argumenta, a oferta de novos postos de trabalho tende a aumentar, “porque esses números já revelam o peso do mercado interno e externo na nossa produção. Juntando demanda com logística estaremos recepcionando cada vez mais indústrias no Estado”. CIDADES – O comportamento sazonal da agropecuária – que acaba sendo o maior demissor do Estado com o fim da safra, que também é o fim da temporada das chuvas – surge a potencia da construção civil, que com o final da estação das águas, está desde o mês passado ampliando as contratações. Em função do volume demandando pelo segmento, pela indústria e pelo setor de serviços, Cuiabá gerou, em abril, quase 48% das mais de 4,29 mil vagas criadas no Estado, ficando na liderança do ranking estadual do Caged, que lista apenas municípios com mais de 30 mil habitantes. Além de Cuiabá, completam os cinco maiores empregadores mato-grossense, Várzea Grande, com 592 postos criados, Pontes e Lacerda (464 novos), Sinop (305) e Rondonópolis (232). A relação dos maiores empregadores contém 15 cidades do Estado.

Edição EDIÇÃO 16963




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