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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 10 de Julho de 2008, 20h:51

CAVALO PANTANEIRO

Leilão de hoje deverá movimentar R$ 750 mil

Serão ofertados 50 animais de criadores de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Raça detentora do maior rebanho eqüino do Estado, o “Cavalo Pantaneiro” já está agitando os criadores para o grande leilão que acontece hoje, no Parque de Exposições da Acrimat. O evento, que faz parte da programação da 44a Exposição Internacional Agropecuária, Industrial e Comercial do Estado (Expoagro) tem expectativa de ultrapassar R$ 750 milhões em animais comercializados. No total, serão ofertados 50 animais de criadores de Mato Grosso (regiões de Poconé, Cáceres, Alta Floresta, Barão de Melgaço e Cuiabá) e do Mato Grosso do Sul. No ano passado, o faturamento médio do cavalo pantaneiro foi de R$ 12 mil por animal. Para 2008, o valor médio esperado dos remates é de R$ 15 mil por cabeça. “Este ano a média vai melhorar porque as raças apresentam um melhor padrão genético e o mercado está mais aquecido”, avalia o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro (ABCCP), José Luiz Paes de Barros. Segundo ele, os animais já estão no recinto do Parque de Exposições, gerando grande expectativa entre os expositores e futuros compradores. Na Expoagro deste ano foram apresentados 150 animais, de onde foram selecionados os 50 melhores lotes por uma comissão de técnicos da ABCCP. Ontem foi encerrado o julgamento da raça, com a participação de 150 animais. Hoje pela manhã ocorrerá a avaliação final de animais para leilão e, à noite, acontece o evento no Tartesal Gilson Gonçalo de Arruda. José Luiz Paes de Barros informou que a raça pantaneira está em crescimento. São mais de 300 criadores filiados à ABCCP, com cerca de 11 mil animais registrados (machos e fêmeas). Mato Grosso e Mato Grosso do Sul respondem pela totalidade do plantel. VALORIZAÇÃO – José Luiz afirma ter observado nos últimos anos uma fantástica valorização do cavalo pantaneiro, “que oferece vantagens comparativas em relação a outras raças, em nossa região”. A valorização média anual, segundo ele, é de 20% a 30%, o que tem despertado o interesse e chamando a atenção de novos criadores. Na avaliação de José Luiz, o cavalo pantaneiro vem apresentando ótimo desenvolvimento e está evoluindo a cada ano como uma raça mais apropriada para a região. “[O Pantaneiro] é um cavalo com todas as características que uma fazenda requer: é rústico, dócil e versátil. Anda macio e tem uma incrível resistência para o trabalho do campo e para a lida com o gado”, destaca José Luiz. A raça está sendo descoberta também pelos aficionados por cavalos como opção, por exemplo, para cavalgadas recreativas e esportes hípicos, como enduros, provas de laço, baliza e tambor. “Por todas essas vantagens, podemos afirmar que o cavalo Pantaneiro tende a se valorizar ainda mais no mercado regional e se firmar como a grande vedete dos leilões, principalmente em feiras agropecuárias”, frisa o presidente da ABCCP.

Edição EDIÇÃO 16963




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