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ECONOMIA
Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012, 23h:10

PRIMEIRA PRÉVIA

Inflação pelo IPC-S fica estável

FLÁVIA VILLELA
Da Agência Brasil – Rio
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou na primeira semana de setembro a mesma taxa da apuração anterior, 0,44%. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo, sendo a maior taxa registrada no grupo alimentação (de 1,09% para 1,14%). Também apresentaram aumento do índice vestuário (de -0,57% para -0,46%), transportes (de -0,04% para 0,01%), educação, leitura e recreação (de 0,51% para 0,54%) e comunicação (de 0,1% para 0,12%). Nessas classes de despesa, os itens que apresentaram maior aumento em suas taxas foram: carnes bovinas (de 0,62% para 1,2%), roupas (de -0,95% para -0,75%), automóvel novo (de 0,12% para 0,28%), show musical (de 2,59% para 3,73%) e mensalidade para TV por assinatura (de 0,06% para 0,38%), respectivamente. Segundo a FGV, as classes que tiveram redução foram saúde e cuidados pessoais (de 0,49% para 0,34%), habitação (de 0,47% para 0,4%) e despesas diversas (de 0,2% para 0,13%). Os resultados foram influenciados, sobretudo, por medicamentos em geral (de 0,24% para -0,12%), tarifa de eletricidade residencial (de -0,12% para -0,52%) e serviço religioso e funerário (de 1,25% para 0,88%), nessa ordem. PROJEÇÃO A estimativa de inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para este ano, continua a subir. A projeção de analistas de instituições financeiras consultados pelo Banco Central (BC) subiu pela nona semana seguida, ao passar de 5,2% para 5,24%. Para 2013, também houve alta, pela segunda semana seguida, de 5,51% para 5,54%. O IPCA é o índice escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação. Essa meta tem como centro 4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, as estimativas para o IPCA estão acima do centro da meta, mas abaixo do limite superior de 6,5%. A meta de inflação é um alvo do Banco Central que usa, como um dos instrumentos para calibrar os preços e influenciar a atividade econômica, as alterações na taxa básica de juros, a Selic. A taxa vem sendo reduzida desde agosto de 2011 e está, atualmente, em 7,5% ao ano. Para este ano, os analistas mantêm a projeção de mais um corte na taxa, de 0,25 ponto percentual, na reunião marcada para o próximo mês. Para a última reunião de 2012, em novembro, não há previsão de redução da Selic. Para 2013, a expectativa é que a taxa suba, mas os analistas reduziram a projeção para o final do período de 8,5% para 8,25% ao ano. A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 4,38% para 4,31%, este ano, e permanece em 4,8%, em 2013. A expectativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 8,17% para 8,44%, este ano, e de 5,01% para 5,06%, em 2013. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a projeção subiu de 8,03% para 8,21%, em 2012. Para 2013, a projeção continua em 5%. A estimativa dos analistas para os preços administrados foi mantida em 3,5%, neste ano, e em 4,3%, em 2013.

Edição EDIÇÃO 16967




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