Incremento das relações entre MT e Peru deixam Pacífico perto
Mato Grosso exportou US$ 3,81 bilhões neste primeiro semestre, sendo que deste total, cerca de US$ 4,6 milhões vieram de negociações realizadas com o Peru. Com base neste potencial de mercado consumidor a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), apresentou ontem uma proposta para que a produção do Estado possa escoar pelos sete portos do país vizinho. O embaixador peruano no Brasil, Jaime Stiglich, acompanhado de uma comitiva empresarial, informou que o Peru possui grande produção de insumos à agricultura estadual, o que favorece assim uma via de mão dupla para os negócios entre Mato Grosso e o Peru. Uma carga do fosfato, que hoje é comprada da Rússia, leva em torno de 40 dias para chegar até Mato Grosso. Se comprarmos do Peru, o fosfato pode estar sendo utilizado nas plantações em quatro dias, comenta o presidente da Fiemt, Jadir Milan. Chegar ao pacífico pelo país vizinho também representa um aumento significativo na industrialização do Estado, explica o presidente. Ele aponta que a cordilheira dos Andes é uma barreira que dificulta o frete de cargas pesadas, acima de 20 toneladas. A solução é a exportação de produtos prontos para o consumo, totalmente industrializados, com alto valor agregado. O embaixador Jaime Stiglich destacou duas rotas para que os produtos brasileiros utilizem os portos no oceano Pacífico. A mais próxima da produção mato-grossense começa na capital de Rondônia, Porto Velho.