Conforme o diretor da Famato, Nelson Piccoli, expandir a área plantada e produzir mais é possível com o reaproveitamento de hectares com pastagens degradadas, somente no Estado temos cerca de 6 a 7 milhões de hectares para reutilizar, como também por meio da introdução de tecnologias que cada vez mais proporcionem aumento de produtividade. Temos áreas para crescer, conhecimento e vontade, no entanto, para que os números do Mapa se concretizam é preciso desatar nós que existem e que põem em risco os números apresentados pelo Mapa. Piccoli se refere aos entraves ambientais e financeiros existentes no Estado. Bem que esse reconhecimento da importância de Mato Grosso para alimentar o Brasil e o mundo poderia quebrar a burocracia que impera em relação a esses dois quesitos, aponta. Para reaproveitar áreas com pastagens degradadas, Piccoli explica ser necessário grande aporte de recursos. O produtor está pronto, mas se o modelo atual de gestão ambiental e de acesso ao crédito não mudar, não será possível avançar. Entre as variantes que podem frear o sucesso da produção nacional para a próxima década, o Mapa cita três fatores: recessão mundial, aumento do grau de protecionismo nos países importadores e mudanças climáticas severas. Em nenhum dos itens está a ausência de uma política agrícola e tão pouco de leis que rejam as questões ambientais. A coisas são colocadas como se só fatores exógenos fossem determinantes ao nosso crescimento, sentencia Piccoli. ACRIMAT Em março deste ano a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) divulgou estudo que prevê investimentos de R$ 3,09 bilhões para recuperação de 2,2 milhões de hectares de pastagens degradadas, em Mato Grosso. (MP)