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ECONOMIA
Terça-feira, 14 de Junho de 2011, 21h:00

Gestão interna é o maior entrave nacional

Conforme o diretor da Famato, Nelson Piccoli, expandir a área plantada e produzir mais é possível com o reaproveitamento de hectares com pastagens degradadas, “somente no Estado temos cerca de 6 a 7 milhões de hectares para reutilizar”, como também por meio da introdução de tecnologias que cada vez mais proporcionem aumento de produtividade. “Temos áreas para crescer, conhecimento e vontade, no entanto, para que os números do Mapa se concretizam é preciso desatar nós que existem e que põem em risco os números apresentados pelo Mapa”. Piccoli se refere aos entraves ambientais e financeiros existentes no Estado. “Bem que esse reconhecimento da importância de Mato Grosso para alimentar o Brasil e o mundo poderia quebrar a burocracia que impera em relação a esses dois quesitos”, aponta. Para reaproveitar áreas com pastagens degradadas, Piccoli explica ser necessário grande aporte de recursos. “O produtor está pronto, mas se o modelo atual de gestão ambiental e de acesso ao crédito não mudar, não será possível avançar”. Entre as variantes que podem frear o sucesso da produção nacional para a próxima década, o Mapa cita três fatores: recessão mundial, aumento do grau de protecionismo nos países importadores e mudanças climáticas severas. “Em nenhum dos itens está a ausência de uma política agrícola e tão pouco de leis que rejam as questões ambientais. A coisas são colocadas como se só fatores exógenos fossem determinantes ao nosso crescimento”, sentencia Piccoli. ACRIMAT – Em março deste ano a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) divulgou estudo que prevê investimentos de R$ 3,09 bilhões para recuperação de 2,2 milhões de hectares de pastagens degradadas, em Mato Grosso. (MP)

Edição EDIÇÃO 16962




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