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ECONOMIA
Quinta-feira, 17 de Julho de 2014, 21h:10

EMPREGOS

Geração não deslancha

Saldo de junho, em MT, foi o menor desde 2007 e desabou mais de 50% na comparação anual do MTE

MARIANNA PERES
Da Editoria
O saldo de novas vagas de trabalho com carteira assinada, em Mato Grosso, teve o pior resultado dos últimos oito anos para o mês de junho, na série histórica local Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Conforme dados divulgados ontem, o resultado mesmo positivo, fechou em 3.412 novas frentes, ante 6.943 do mesmo período do ano passado, recuo anual de mais de 50%, e bem distante do realizado em junho de 2011, quando o mês encerrou com a geração recorde de mais de 9,8 postos no Estado. Resultado inferior ao desse ano foi registrado em junho de 2006, 2.357 vagas. A criação de novas vagas é medida pelo desempenho das contratações e das demissões. No mês passado, por exemplo, 40.148 pessoas foram admitidas, mas outras 36.736 desligadas, o saldo dessa movimentação é de 3.412 vagas, número que define o que de fato foi criado no Estado no mercado formal de trabalho. Os números de Mato Grosso refletem os dados apurados no país, que também foram os piores dentro da série histórica, uma consequência da queda no ritmo da economia brasileira, especialmente, pelo momento ruim vivenciado pela indústria e pelo comércio, bem como, pela pressão inflacionária e pela alta taxa de juros. Os números do Estado só seguiram positivos – mesmo que abaixo do que se registrava nesse mês – graças à movimentação agrícola com a colheita da segunda safra, especialmente do milho, do algodão, as principais culturas de segunda época em Mato Grosso. Conforme destaca o Caged, os setores de atividade econômica local que mais contribuíram para este resultado foram a agropecuária (+2.567 postos), a indústria de transformação (+437 postos) e os serviços (+269 postos). O único segmento que fechou com mais demissões do que contratações foi o comércio que ao invés de gerar novas vagas, eliminou 239 postos. O campo ofertou sozinho mais de 75% das vagas que foram criadas em junho. O nível de empregabilidade do segmento fica claro no ranking dos municípios mato-grossenses com a maior oferta de emprego formal no mês passado, dos cinco maiores, quatro têm vocação 100% agrícolas: Sorriso (+471), Primavera do Leste (+417), Lucas do Rio Verde (+401) e Nova Mutum (+329), na ordem. Cuiabá é o quinto maior empregador do período com 142 novas vagas. SEMESTRE - Avaliando o acumulado do semestre, os primeiros seis meses de 2014 somam saldo de 20.901 novas vagas geradas, volume que também é inferior à série. É 16,71% menor que as 25.095 novas vagas criadas de janeiro a junho de 2013 e é o pior acumulado desde 2010, quando o Caged apontou 24.686 novas vagas. Em 2009 o semestre encerrou com 13.296 postos.

Edição EDIÇÃO 16967




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