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ECONOMIA
Quinta-feira, 21 de Junho de 2012, 21h:51

CAGED

Geração de emprego recuou 41% em Mato Grosso no mês passado

Comparação entre maio de 2012 ante 2011 revela perda de fôlego. Construção lidera

MARIANNA PERES
Da Editoria
A criação de novas vagas com carteira assinada no mês de maio, em Mato Grosso, recuou 41,9% em relação a igual período do ano passado. O saldo entre admitidos e demitidos, que resulta na real oferta de empregos, passou de 3.626 para 2.141. A baixa no segmento formal colocou fim a uma sequência de bons resultados mensais que o Estado vinha contabilizando em 2012. No mês passado, por exemplo, foi registrado o melhor abril dos últimos cinco anos. Em maio deste ano foram admitidos 36.189 trabalhadores e demitidos 34.048, o que gerou saldo de 2.141. Em maio de 2011 foram contratadas 36.100 pessoas e dispensadas 32.474, restando 3.626 vagas como saldo, com a indústria de transformação como maior empregador daquele mês. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a construção civil passou a ser o maior gerador de empregos formais do Estado, movimentação aguardada após o período das chuvas e a redução da atividade agrícola. Além da construção civil com 1.520 novas frentes de trabalho, outros dois setores de atividade contribuíram para a formação do saldo de 2.141 novas vagas, serviços (+910 postos) e a indústria de transformação (+698 postos). A queda na comparação entre os meses de maio de 2012 ante 2011 foi pressionada pelo segmento do comércio, atividade que no mês passado mais demitiu do que contratou, extinguindo 516 postos. No acumulado de janeiro a maio, a oferta de novas vagas em 2012 é a maior da série do Caged desde 2003, ao contabilizar 27.834 postos, 8,29% acima do saldo do acumulado do ano passado em 25.703 novas vagas. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon/MT), Cezário Siqueira, comemorou o fato de o segmento ter assumido a liderança estadual entre as atividades econômicas que mais empregaram em maio e uma das principais no acumulado de janeiro a maio deste ano. “A movimentação da construção civil é uma prova de há circulação de renda na economia. Outro detalhe que faz a diferença é que neste segmento um emprego novo provoca a geração de outros tantos que não estão contabilizados nas estatísticas”, pontua. Mesmo exibindo os números mais positivos do balanço de maio, Siqueira traz um questionamento. “Por que estamos demitindo tanto? Por que prevalece no nosso segmento uma rotatividade tão grande de mão-de-obra?”. Para ele, os números do Caged devem ser vistos como um desafio, “precisamos qualificar nossa mão-de-obra e mostrar a ela o quanto é importante a permanência no emprego e assim romper com o ciclo de contratos curtos e que inflamam a rotatividade”. Como completa, o termo “peão de obra é aquele que roda, roda e não para em lugar nenhum”. Como destaca ainda, as empresas precisam investir em capacitação, conhecimento, para criar um comportamento mais permanente porque flutuação de pessoal é custo para cada contratação ou demissão”. Outro ponto observado na performance do Caged é que o segmento vem reduzindo a informalidade. “O grande volume de obras públicas tem mudado o comportamento, já que as vagas são preenchidas por meio de contratações com carteira assinada. O trabalhador está se tornando um cidadão, gera e recolhe impostos, e em muitos casos, ampliou a sua renda”. GERAÇÃO - Entre os municípios mato-grossenses que mais empregaram em maio deste ano se destacam Pontes e Lacerda, alta de 5,6%, Alta Floresta (2,57%), Cuiabá (0,1%), Tangará da Serra (0,62%) e Sinop (0,36%).

Edição EDIÇÃO 16962




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