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ECONOMIA
Quinta-feira, 14 de Abril de 2011, 20h:32

PROBLEMA

Gás chega, mas vazamento impede a venda em posto

No Posto Cidade, em Rondonópolis, que tem um único dispenser de gás natural, a expectativa é de que um técnico resolva problema ainda hoje

ANELIZE MORENO
Da Reportagem
Ainda não foi desta vez que a venda do gás natural veicular (GNV) foi restabelecida no Posto Cidade, o único que comercializa o combustível em Rondonópolis. O produto já está disponível, desde a manhã de ontem, mas os carros não estão sendo abastecidos. Um vazamento no dispenser (equipamento que equivale à bomba de combustível) do posto prejudicou que a oferta fosse normalizada. A previsão é de que o problema seja resolvido ainda hoje. Depois de 12 dias de interrupção por problemas contratuais para o transporte do gás da Bolívia até Mato Grosso e, depois, novo problema com o contrato do posto, que expirou, Rondonópolis recebeu ontem, às 8h30 da manhã, uma carga de 3,5 mil metros cúbicos (m³) de GNV. No entanto, ainda pela manhã o equipamento usado para abastecer os veículos apresentou um problema, considerado de rotina, e terá que passar por reparos. No Posto Cidade, que tem um único dispenser de gás natural, a expectativa é de que um técnico resolva o problema ainda hoje. Este tipo de vazamento detectado ontem é considerado normal e está relacionado com a alta pressão usada para encher os cilindros dos veículos com GNV. Apesar de rotineiro, o vazamento impede o abastecimento, mas o DIÁRIO apurou que, em outras vezes, quando o mesmo problema aconteceu, foi resolvido no dia seguinte. O fornecimento de GNV foi interrompido no dia 1º de abril, devido a problemas contratuais para o transporte do gás da Bolívia até Mato Grosso. O contrato para o transporte do produto foi assinado na última sexta-feira, mesmo dia em que uma remessa de 1 milhão de m³ de gás foi enviada; seguida por novo envio de 500 mil no dia seguinte, totalizando volume suficiente para atender o mercado estadual por até sete meses. Acontece que, na mesma sexta-feira em que foi resolvido o impasse envolvendo o transporte do gás para o Estado, venceu outro contrato, desta vez do Posto Cidade. Esta última pendência foi solucionada na última terça-feira, o que permitiu que, como previsto, uma remessa suficiente para suprir a demanda da cidade por pelo menos dois dias fosse enviada ontem, via terrestre, para Rondonópolis. O prazo de validade do novo contrato do Posto Cidade não foi informado. O engenheiro que responde pela GNC Brasil, Francisco Jamal Soares de Almeida, agora todos os problemas envolvendo o gás natural foram sanados e o produto não deve mais faltar no mercado local. Segundo ele, as únicas exceções são os casos de problemas técnicos envolvendo os equipamentos. “Todos os problemas que nós tínhamos estão sendo sanados, não teremos mais problemas ligados à falta do gás natural”, reforçou. O contrato entre a Bolívia e Mato Grosso para compra e venda do GNV tem validade de 10 anos. TRANSPORTE A GNC Brasil, empresa responsável pela compressão, transporte e distribuição do gás natural em Mato Grosso, tem um caminhão apenas para abastecer Rondonópolis. Por vez, a empresa tem capacidade para mandar 3,5 mil m³ do combustível. O consumo da cidade, hoje, é de cerca de 1,2 mil m³ por dia, portanto cada carga dura pouco mais de dois dias. De acordo com a GNC, no entanto, é possível mandar mais de uma carga por dia, se houver necessidade. Rondonópolis consome, atualmente, cerca de 36 mil m³ de gás natural por mês, o que representa 22,5% de todo o consumo mato-grossense, que hoje é de 160 mil m³ por mês. Segundo o engenheiro Francisco Jamal Soares de Almeida, da GNC Brasil, Mato Grosso já comercializou 800 mil m³ de GNV, mas o volume caiu após sucessivas interrupções na oferta do produto. Além de Rondonópolis, o gás também é vendido em Cuiabá e Várzea Grande.

Edição EDIÇÃO 16967




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