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ECONOMIA
Segunda-feira, 12 de Março de 2001, 19h:26

SOJA

Fundação anuncia o lançamento de mais seis variedades em MT

As novas variedades - mais resistentes e produtivas - devem manter a liderança do Estado em produtividade

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
A Fundação Mato Grosso – entidade que há mais de dez anos atua na pesquisa e desenvolvimento de novas variedades e tecnologias de cultivo no Estado – prepara-se para lançar mais seis variedades de soja que estarão disponíveis no mercado já para a safra 2001/02. O lançamento da Tucunaré e Arara Azul e outras quatro variedades de soja acontecerá no próximo dia 24, na Fazenda Adriana (município de Alto Garças, a cerca de 350 quilômetros de Cuiabá), durante o show de tecnologia agrícola “Mato Grosso em Campo”, evento programado para comemorar a conquista do primeiro lugar em produção e produtividade pelo Estado de Mato Grosso, na safra 2000/01. De acordo com os pesquisadores da Fundação MT, as seis variedades a serem lançadas têm potencial para elevar o patamar de produtividade do Estado para até 70 sacas por hectare e garantir a liderança do Estado em produtividade nas próximas safras. No ano passado, a produtividade girou em torno de 50 sacas por hectare. Para conseguir mais este feito, a fundação, em parceria com a Unisoja, lançou um revolucionário programa de assistência técnica ao produtor de soja de Mato Grosso, que consiste em levar, para dentro da propriedade, toda a tecnologia que a entidade desenvolveu em termos de manejo e fertilidade do solo e utilização de variedades. “Com isto, o produtor vai ter uma orientação precisa para elevar rapidamente a produtividade e, o que é mais importante, com maior rentabilidade para o seu bolso”, destaca o diretor de Assuntos Institucionais da Fundação MT, Cloves Vetoratto. Ele salienta que considerando o mercado internacional da soja e os preços atuais, o produtor somente se viabilizará com altíssima produtividade e baixos custos de produção. “Atualmente, quem está na média de 50 sacas por hectare está apenas empatando. É preciso trabalhar para obter ganhos e expandir a atividade”. Vatoratto lembra que, no processo de redução de custos, deve-se pensar também na redução da carga tributária e na criação de novos modais de transportes – como a hidrovia, ferrovia e rodovias – com ênfase para a retomada da navegação fluvial e o asfaltamento da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém.

Edição EDIÇÃO 16962




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