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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011, 07h:04

CRISE FINANCEIRA

FMI reduz de 4,1% para 3,8% projeção de expansão em 2011

Nova estimativa para a economia brasileira foi anunciada ontem

Em seu mais recente relatório sobre a economia mundial, divulgado ontem, em Washington, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu para 3,8% a projeção de crescimento para o Brasil neste ano. A nova estimativa representa uma queda de 0,3 ponto percentual em relação à previsão anterior do FMI, de 4,1%, divulgada em junho. De acordo com as previsões reunidas no relatório World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Mundial, em tradução livre), o Brasil terá o segundo menor crescimento na América do Sul neste ano, ficando atrás somente da Venezuela (com previsão de 2,8%), e abaixo da média da região, que é 4,9%. Segundo o FMI, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro também será menor do que a média prevista para as economias emergentes e em desenvolvimento (6,4%) e para o crescimento global como um todo (4%), mas ainda ficará à frente da previsão para as economias avançadas, de apenas 1,6% A nova projeção para o crescimento do PIB está abaixo da expectativa do governo brasileiro, mas ainda acima do esperado pelo mercado. Apesar de, oficialmente, o governo brasileiro ainda manter a expectativa de crescimento de 4,5% para o PIB neste ano, a própria presidenta Dilma Rousseff já declarou recentemente que o governo faria "um esforço para chegar a 4%, quatro e pouco". O mercado é menos otimista e o mais recente boletim Focus (levantamento semanal do Banco Central com base em consultas ao mercado), divulgado na última segunda-feira, reduziu pela sétima semana consecutiva a projeção de crescimento para a economia brasileira, passando de 3,56% para 3,52%. Para 2012, o FMI manteve a sua projeção para o crescimento da economia brasileira, em 3,6%, ligeiramente abaixo dos 3,7% previstos pelo mercado. "Os riscos à estabilidade financeira em todas essas economias [de Brasil e de outros emergentes] devem ser monitorados por algum tempo, devido ao grande volume de crescimento de crédito nos últimos cinco anos", destaca o relatório. O FMI avalia que, no geral, a perspectiva para as economias emergentes voltou a ser "incerta", em parte como reflexo de um cenário mundial menos favorável, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. o Brasil, economistas já vêm apontando a piora no cenário externo como um dos fatores para o crescimento menor, ao lado da desaceleração na indústria, provocada especialmente pela valorização do real ante o dólar, e das medidas adotadas pelo governo para conter a inflação.

Edição EDIÇÃO 16965




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