O presidente Lula observou que o "mundo desenvolvido" acusa a cana-de-açúcar do Brasil de ser a responsável pelo aumento dos preços dos alimentos. "Eles não querem discutir quanto o petróleo tem de incidência no custo do fertilizante, do frete e da energia. Eles não estão dispostos a discutir isso", afirmou. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, classificou de "preocupante" a dependência do Brasil em relação aos fertilizantes importados. Ele afirmou ser contrário a qualquer taxação à importação de fertilizantes. "A tendência é desonerar. Taxar importação, nunca", disse. O ministério defende o fim da cobrança do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que é de 25% do frete e que incide sobre as importações de insumos agropecuários, cobrança que acaba por elevar os custos de produção da atividade agrícola. Stephanes contou ainda que o governo federal terá um novo plano em relação a adubos e fertilizantes. Sem dar detalhes sobre o tema, ele disse que a meta é reduzir a dependência externa num período de cinco a 10 anos. O presidente defendeu a renegociação das dívidas dos produtores rurais, benefício previsto na Medida Provisória 432, que tramita no Congresso Nacional. "Se nós quisermos receber, nós temos que dar condições de as pessoas pagarem", afirmou.