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ECONOMIA
Sexta-feira, 15 de Junho de 2007, 20h:52

CONFORTEX

Feirão da Caixa coloca 1,1 mil imóveis à venda

Segundo superintendente da CEF no Estado, Moacir Espírito Santo, não há limite aos financiamentos

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
A Caixa Econômica Federal (CEF) está aproveitando a segunda edição da Confortex - feira de móveis, decoração, paisagismo e construção – para colocar à venda 1,13 mil imóveis localizados em Cuiabá e na Baixada Cuiabana. O “Feirão de Imóveis”, promovido em parceria com o Sebrae (Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresas), Secovi (Sindicato da Habitação), Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) e Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sinduscon), deverá atrair mais de 10 mil visitantes e estará sendo realizado até o próximo domingo, no Centro de Eventos Pantanal, na Capital. Na avaliação da Caixa, a expectativa é muito boa para este feirão, que terá ainda a participação de construtoras e entidades representativas do setor imobiliário. Neste feirão, a Caixa Econômica atende a todas as faixas de renda com imóveis novos e usados. “Não há limite máximo de financiamento, pois a CEF possui orçamento de R$ 17,4 bilhões para aplicar em habitação. É o maior orçamento da história, ampliado com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, afirma o superintendente da Caixa, Moacir Espírito Santo. Uma equipe de funcionários da CEF está à disposição da população no Centro de Eventos do Pantanal para passar informações sobre os imóveis, linha de financiamento e taxas de juros. A Caixa Econômica dispõe de pelo menos três ferramentas para incentivar a aquisição, reforma e ampliação da casa própria. A primeira é o Construcard, que oferece a possibilidade de construção e reforma à taxa de 1,54% ao mês e prazo para pagamento de até 36 meses. O valor máximo do financiamento é de R$ 180 mil. A segunda opção é a Carta de Crédito FGTS, com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para compra, reforma ou ampliação. A CEF conta ainda com a Carta de Crédito SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), linha de financiamento para aquisição e construção de imóvel residencial. SETOR PRIVADO – Se a população conta com várias opções de financiamento para a habitação, o mesmo não se pode dizer em relação às empresas, que se ressentem da falta de linha de crédito com juros acessíveis para promover a implantação de novos projetos. “A falta de linhas de crédito está levando muitas empresas a construir com recursos próprios ou buscar parcerias com os mutuários”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção de Mato Grosso (Sinduscon), Luís Carlos Richter Fernandes. Segundo ele, faltam linhas de crédito para investimento e capital de giro a juros compatíveis para o setor. “Não conseguimos financiamentos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor da construção civil. E isto tem inibido a implantação de novos empreendimentos em nosso Estado”. INFRA-ESTRUTURA – Fernandes afirmou que o Estado e a prefeitura vêm cumprindo com eficiência o seu papel de levar infra-estrutura no município. “O setor público tem a finalidade de induzir o desenvolvimento com obras de infra-estrutura. Mas isso às vezes não ocorre do dia para a noite”. O presidente cita como a Avenida das Torres, que irá interligar a região do Coxipó ao Pantanal Shopping. “No momento em que se lançaram as obras, as áreas tiveram uma valorização fantástica. Acho que o papel do setor público é executar obras para estimular o crescimento da cidade”, completa.

Edição EDIÇÃO 16963




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