ECONOMIA
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013, 20h:47
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RECUO
Expansão no estoque de crédito do país desacelerou
A taxa média de juros das operações de crédito manteve a trajetória de declínio em dezembro e encerrou o ano no menor nível em 12 anos, em 28,1% ao ano. Foi o décimo mês seguido de recuo. A queda dos juros no ano passado aconteceu em meio à redução na taxa básica, a Selic, - caiu de 10,5% para 7,25% ao ano - e ao cenário de maior competição entre os bancos. O governo deflagrou no início de 2012 um esforço para diminuir o custo financeiro no país. Caixa e Banco do Brasil adotaram uma política agressiva nos juros cobrados em suas linhas de financiamento para forçar os bancos privados a diminuir suas taxas. Em dezembro, a taxa média geral teve queda de 0,8 ponto percentual ante novembro e de 9 pontos percentuais no ano - cerca de 26% em relação a janeiro. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central. A taxa média caiu com maior intensidade nas operações de crédito para pessoa física: o recuo acumulado em 2012 foi de 9,2 pontos, para 34,6% ao ano. Trata-se também do menor nível já registrado pela série histórica, que começou em 1994. Para pessoa jurídica, a queda no ano foi de 7,6 pontos percentuais, para 20,6% ao ano. O "spread bancário" (diferença entre o custo de captação do banco e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final) foi a 21,1 pontos percentuais, menor nível da série histórica iniciada em 2000. Em novembro, tinha ficado em 21,6 pontos percentuais. Já a inadimplência média - relativa das operações com atraso superior a 90 dias - ficou em 5,8% no final de 2012, leve queda ante os 5,9% de novembro. No ano, no entanto, houve alta de 0,3 ponto percentual. As taxas de inadimplência de pessoas físicas e jurídicas registraram no mês alta de 0,1 ponto percentual e diminuição de 0,1 ponto percentual, respectivamente, ficando em 7,9% e 4%. Em 2012, apresentaram elevações respectivas de 0,5 ponto percentual e 0,1 ponto percentual. A expansão no estoque de crédito do país desacelerou no ano passado apesar da redução nas taxas de juros cobradas pelos bancos. O crescimento de 16,2% em 2012 contrasta com os avanços de 19% e 20% nos dois anos anteriores. "O menor ritmo de expansão do crédito em 2012, a despeito da trajetória declinante das taxas de juros e 'spreads bancários' e da estabilização dos índices de inadimplência, mostrou-se consistente com o arrefecimento do nível de atividade econômica e seus impactos sobre as expectativas de empresários e consumidores", diz o BC em nota.