ECONOMIA
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008, 20h:45
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FCO
Empréstimos ficam 38% maiores em Mato Grosso neste semestre
Volume requerido no Estado soma R$ 292,61 mi, ou 31% da fatia que será destinada em 2008
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Confirmando o momento econômico vivido pelo Estado, produtores rurais e empresários aumentaram em 38,04% a demanda por financiamentos do Fundo Constitucional Centro-Oeste (FCO) no primeiro semestre do ano. De acordo com o coordenador geral de Promoção de Investimentos do fundo, José Américo Morelli, o montante financiado (R$ 292,61 milhões) aumentou em relação ao primeiro semestre de 2007 (R$ 211,97 milhões) devido à maior divulgação das regras do FCO e às melhores condições para a obtenção dos empréstimos em relação a prazos e juros. Para toda a região Centro-Oeste foram liberados R$ 1,10 bilhão, incremento de 36,94% em relação aos números de 2007 (803,23 milhões). O orçamento total do FCO este ano para a região Centro-Oeste a ser rateado entre os estados de Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e de Goiás, mais o Distrito Federal é de R$ 3,24 bilhões. Mato Grosso ficará com R$ 930,82 milhões, 28,71% dessa fatia. Desse total, R$ 846,20 milhões vão atender às atividades rural e empresarial (R$ 423,10 milhões para cada setor) e, R$ 84,62 milhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento e Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf). Em relação à área empresarial, o setor de comércio e serviços ficará com R$ 188,04 milhões, seguido da indústria (R$ 188,05 milhões), turismo (R$ 30 milhões) e, infra-estrutura, R$ 20 milhões. Os mini e pequenos tomadores tanto da área empresarial quanto da rural ficarão cada um com R$ 192,74 milhões, e os médios e grandes, com R$ 230,35 milhões. No ano passado, Mato Grosso foi contemplado com recursos da ordem de 435,91 milhões do FCO Rural, aplicados em projetos de fomento ao setor agrícola. O orçamento no ano passado representou incremento de 25,40% em relação ao montante de 2006, R$ 347,60 milhões. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural, até o final de 2007 foram gerados cerca de 30 mil empregos diretos com os investimentos no setor rural. Dos R$ 435,91 milhões, 51% (R$ 222,31 milhões) foram reservados para os mini e pequenos produtores, ficando o restante do orçamento para os médios e grandes produtores. JUROS Para facilitar o acesso dos interessados nos recursos do FCO, houve redução nas taxas de juro na modalidade Rural para as quatro categorias de produtores: para os mini, as taxas de juros anuais caíram de 6% para 5%, para pequenos e médios, de 8,75% para 7,25%, e, para os grandes produtores, de 10,75% para 9%. O Conselho Deliberativo (Condel) do FCO também autorizou a ampliação do volume de recursos destinados ao comércio e serviços de 10% para 20%. Com isso, a participação do comércio e serviços saltou para R$ 188,04 milhões. Os limites de contratação serão definidos de acordo com o tamanho do empreendimento. Para as microempresas, o teto é de R$ 90 mil, pequenas, R$ 270 mil, médio porte, R$ 810 mil e, grande porte, R$ 2,43 milhões. O prazo para pagamento é de 18 meses, com seis meses de carência. O secretário-executivo do FCO, Totó Parente, enfatizou a importância econômica e social do Fundo, lembrando que ano a ano estão sendo destinados cada vez mais recursos para os micro e pequenos empresários e produtores. Segundo ele, o aumento do volume de crédito para o comércio e serviço era uma reivindicação antiga da classe empresarial mato-grossenses.