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ECONOMIA
Quarta-feira, 03 de Junho de 2009, 20h:29

Empresário culpa conjuntura econômica e câmbio

Controlador do Grupo Guimarães, o empresário e produtor Orcival Guimarães aponta a volatilidade do câmbio, as altas taxas de juro e a falta de crédito como os principais vilões da crise que levou o conglomerado a pedir recuperação judicial. As cinco empresas do grupo, com atuação nas áreas de produção, comercialização e transformação e comércio de produtos agropecuários, enfrentavam também problemas de logística, elevados custos de produção e inadimplência de clientes. “Foi uma somatória de fatores que culminou nesta situação de extrema crise. Não havia mais a quem recorrer e a saída foi pedir a recuperação para honrar os compromissos. Também tenho minha parcela de culpa, pois investi muito e acreditei no mercado em um momento em que havia crédito. Depois ficou tudo difícil. Os juros saltaram para índices estratosféricos, os custos de produção aumentaram e os bancos saíram do mercado. Não tivemos outra alternativa”, ponderou Guimarães. Ele conta que aqueles que mais empreenderem, investiram e acreditaram no agronegócio foram os mais penalizados. “O que aconteceu comigo foi uma fatalidade. Investi muito e sofri demais com as oscilações do câmbio, altas taxas de juros, inadimplência e custos de produção elevados. Ficamos vulneráveis”. Na avaliação do empresário, a recuperação judicial foi a medida mais sensata que poderia tomar. “Quero deixar claro que recorri a esta medida para me reorganizar, continuar trabalhando e gerando empregos. Quero pagar todos a quem devo. Porém, daqui para frente vou trabalhar mais com os pés no chão. Não importa o tamanho que vou ficar, o importante é que vou saldar minhas dívidas e continuar no mercado”. Para tanto, Guimarães diz que precisa dos parceiros e das pessoas que nele acreditaram. “Se me abandonarem neste momento, ficará mais difícil para eu quitar minhas dívidas. Quero provar ao mercado o mais rápido possível que temos condições de zerar este passivo. Tenho apoio dos fornecedores e de pessoas que me conhecem até mesmo fora de Mato Grosso”. (MM)

Edição EDIÇÃO 16962




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