Getúlio Vilela, pecuarista há mais de 50 anos e dono de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em Mato Grosso e Minas Gerais, aponta a injeção de capital na construção da primeira usina solar do Estado como o desbravar de uma nova era na matriz energética e na economia da região. Ele relata que conheceu mais de perto a tecnologia no começo do ano, quando esteve em Portugal e visitou usinas. O investimento inédito em Mato Grosso promete mexer com o imaginário local, já que uma das áreas mais prováveis para instalação do conjunto de placas solares é na saída de Cuiabá para Rondonópolis. Há ainda, entre as possibilidades, a análise de uma área em Chapada dos Guimarães. Engenheiros percorrerão a região hoje para avaliação técnica. A instalação da primeira usina solar de Mato Grosso é mais um sonho que tenho orgulho de protagonizar. Desde a década de 60, acredito, sonho e trabalho em Mato Grosso. Não tenho sombra de dúvidas: o futuro do Brasil está aqui, entoa o investidor, considerado o maior pecuarista da bacia leiteira do Estado. (JS)