ECONOMIA
Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011, 19h:29
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CARTÕES DE CRÉDITO
Cuiabá soma R$ 1,4 bi
Cifras se referem à movimentação apurada pela Abecs no acumulado dos dez primeiros meses de 2011
MARIANNA PERES
Da Editoria
As vendas realizadas por meio dos cartões de crédito, em Cuiabá, somam R$ 1,47 bilhão no acumulado deste ano. A previsão é de que a Capital encerre 2011 com faturamento de R$ 1,81 bilhão, cifras que se confirmadas indicarão uma expansão de 21% sobre o consolidado no ano passado. Para o Centro-oeste as compras via cartão, estão estimadas em R$ 25,68 bilhões, alta de 24% sobre 2010. Com estes números, o Estado fecha o ano com participação de pouco mais de 7% no total regional. O maior volume projetado está em Brasília (DF), que sozinha deverá somar receita de R$ 8,27 bilhões. Mesmo exibindo o menor faturamento do Centro-Oeste, Cuiabá se destaca no valor do ticket médio de compras, que segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), é o segundo maior entre as capitais da região, R$ 111, ante os R$ 122 contabilizados (outubro) por Goiânia. Para 2011, a Associação estima que a média mato-grossense de ticket de compras fique em torno de R$ 110, o que implicará em uma expansão de 7% em relação a 2010. Goiânia tem previsão de R$ 122, Campo Grande R$ 100 e Brasília R$ 94. Ainda sobre projeções para 2011, a Abecs estima que o volume de transações com este meio de pagamento ultrapasse, em Cuiabá, 16,47 bilhões, alta de 13% sobre o realizado no ano anterior. Dados do levantamento feito pelo Instituto DataPopular mostram que a expansão do meio de pagamento em todo o país é fruto da democratização no acesso aos cartões. Do total de cartões de crédito em circulação no Brasil, 69,8% estão nas mãos dos representantes das classes C, D e E. Na posse de cidadãos da classe A e B estão os outros 30,2%. Em média 49% da população D e E se sentem confortáveis ou muito confortáveis quando utilizam cartões de crédito. Na classe C esse índice é de 52%. Já na A e B de 67%. Como destaca a Câmara de Dirigentes lojistas de Cuiabá (CDL), à medida que o poder aquisitivo da população da classe C - a nova classe média - aumenta, cresce também o interesse destes brasileiros por formas de pagamento que ofereçam maior segurança, comodidade e possibilidades de parcelamento sem juros. A posse de um cartão de crédito mudou completamente o comportamento de consumo das classes C, D e E, é o que afirma o presidente da CDL Cuiabá, Paulo Gasparoto, lembrando que o atual contexto sócio-econômico é um indicador de cidadania para esta parcela da população, com a democratização de seu uso. Essa expansão promovida pela democratização de acesso aos cartões reflete o crescimento do país e o aumento da empregabilidade e da renda da população dessas classes, que é responsável pela dinamização do crescimento e da utilização dos cartões de crédito, ressalta Gasparoto. O dirigente lojista lembra que as operadoras viram nesse nicho de mercado uma fonte inesgotável de ampliação de seus negócios, democratizando o sistema, possibilitando o seu alcance a mais brasileiros. Esta é uma demonstração da crescente bancarização, ou seja, o maior acesso da população em geral a serviços e produtos bancários. Para isso, além de tecnologia, adentramos a necessidade de tornar os custos destes produtos e serviços mais baratos. ALERTA O cartão de crédito atrelado a outras formas de pagamento é positivo para o comércio e para os consumidores, essa diversidade facilita na hora de pagar. Além disso, significa mais gente com mais crédito no mercado, defende o Gasparoto. Entretanto, ele completa que é indispensável que se tenha cautela para realizar compras com esta ferramenta. Tal atitude deve partir tanto dos comerciantes, que fornecem crédito, quando dos consumidores. A concessão de crédito deve ser segura, pois se não for vai gerar aumento na inadimplência, o que deixa o consumidor inativo e o comerciante sem receber. O presidente da CDL acrescenta ainda que, no último mês, foi observado um forte avanço da inadimplência, chegando a um índice de 41,81% no comparativo com outubro de 2010. O índice é alto e é real. Reflexo de compras realizadas há pelo menos 45 dias. Por isso reitero a importância de manter a cautela, para que este índice diminua nos próximos meses. NACIONAL - Estimativas da Abecs apontam que neste ano o número total de cartões em circulação em todo o Brasil atinja 648,38 milhões, expansão de 9% sobre 2010. Em relação apenas aos cartões de crédito, a expectativa é de avanço de 11%, ao contabilizar 170,66 milhões de unidades. As transações feitas apenas na modalidade crédito, deverão somar 3,4 bilhões para um faturamento de R$ 385,68 bilhão. O mercado integral de cartões deverá somar R$ 667,18 bilhões em 2011, 23% acima do observado em 2010.