Esperar que a crise fiscal europeia reduza o ímpeto de crescimento da economia doméstica e, por conseguinte, a necessidade de um aperto maior da taxa de juros é algo que passa longe da visão dos analistas da MB Associados. Para o economista-chefe da consultoria, Sérgio Vale, essa nem deveria ser a justificativa dos que acreditam que não será necessário um grande aperto da taxa de juros. O economista considera que o Brasil está passando por um momento muito parecido com os de março de 2008, quando houve a quebra do banco de investimentos Bear Stearns, e de setembro do mesmo ano, quando foi a vez do Lehman Brothers ir à bancarrota e, mesmo assim, a economia continuou a crescer. "Não tem cabimento o BC usar a Grécia como argumento para não acelerar a alta da Selic".