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ECONOMIA
Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009, 00h:04

CAGED

Comércio confirma expectativa e mantém dianteira no Estado

Segmento foi o que mais gerou empregos com carteiras assinadas no mês passado em MT

MARIANNA PERES
Da Editoria
Entre os principais segmentos da atividade econômica de Mato Grosso, o comércio foi o único a encerrar o mês de novembro com desempenho positivo na oferta de empregos com carteira assinada. Este é o terceiro mês consecutivo em que o segmento se destaca, o que confirma as expectativas de expansão do emprego no último trimestre do ano, em função das contratações temporárias. Como mostram os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego divulgados ontem, o segmento do comércio gerou 1.523 postos com carteira assinada, seguido do segmento de serviços, com 212 vagas. Apesar do resultado positivo deste segmento, os números não foram suficientes para fazer o mês de novembro fechar positivo no Estado. Pelo contrário, a oferta de postos celetistas (com carteira) acumulou decréscimo de 0,82% em comparação com os números de outubro. Em novembro foram eliminados no Estado 4.059 postos e o Caged interrompeu a expansão dos três últimos meses. Durante o mês passado foram criados 23.134 empregos formais e eliminados 27.193. O saldo entre admitidos e demitidos está negativo, já mais que os desligamentos superaram as contratações. A retração em Mato Grosso foi a maior da região Centro-Oeste. Em Goiás houve recuo de 0,22%. Já em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal houve incremento de 0,55% e 0,48%, respectivamente. No caso de Mato Grosso, como frisa o Caged, “o resultado está fortemente influenciado pela presença de fatores sazonais relacionados ao setor agrícola, que suprimiu 3.834 postos de trabalho, e ao setor da indústria de transformação, que perdeu 1.336 postos, superando em conjunto a geração de postos de trabalho ocorrido no setor comércio (+1.523 postos) e serviços (+212 postos). O lado positivo da interpretação dos números do Caged é que dentro da série histórica para o mês de novembro – que desde 2003 fecha negativo – em 2009 o mês teve a menor perda. Em novembro de 2005 as demissões atingiram 8,086 trabalhadores e no ano passado, sob efeitos da crise mundial, foram eliminados 8,025 postos. 2009 - No acumulado dos onze primeiros meses de 2009, Mato Grosso registra acréscimo de 20.046 postos, ou expansão de 4,23%, em relação a igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, há acréscimo de 0,97% no nível de emprego, ou 4.724 postos de trabalho. Entre as cidades com mais de 30 mil habitantes, consideradas pelo Caged para o ranking, Cuiabá lidera com saldo entre admitidos e demitidos de 515 postos. Em seguida está Barra do Garças com saldo de 121 e Alta Floresta com 112 postos de saldo. REPERCUSSÃO – Para o vice-presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio/MT), Hermes Martins, a evolução do segmento é sempre esperada para esta reta final do ano. No entanto, ele frisa que mesmo num ano após crise mundial, o comércio veio registrando bons números, apesar das variações mensais. “O empresário sempre acredita. A crise em Mato Grosso, felizmente, foi menos severa do que o ocorrido em outros estados. Além disso, o agronegócio, que é a mola-mestra da economia, voltou apresentar bom desempenho ao recuperar parte dos preços internacionais e essa retomada e espírito de otimismo seguem em 2010”. Com relação às estimativas contratações temporárias para 2009, Martins espera a admissão de cerca de 7 mil pessoas no Estado, sendo 4,5 mil somente em Cuiabá. “Deste volume, creio que cerca de 4,8 mil a 5,5 mil vagas já tenham sido preenchidas em Mato Grosso, afinal, temos um comércio ativo e nos próximos dias mais dinheiro – por meio do pagamento de salários e abonos – vai circular”. Do total de contratações temporárias, Martins crê que entre 5% a 8% dos trabalhadores consigam ser efetivados. “Pelas conversas preliminares que tivemos com empresários isso deverá ser concretizado e se for mesmo, será uma grande conquista para quem estava desempregado”.

Edição EDIÇÃO 16962




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