ECONOMIA
Terça-feira, 14 de Outubro de 2014, 20h:17
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CINTO/SEGURANÇA
Chevrolet faz recall do Trailblazer
A Chevrolet anunciou ontem um recall de 5.777 do Traiblazer, devido a uma falha nos cintos de segurança da terceira fileira de bancos. O chamado envolve os modelos 2013, 2014 e 2015 produzidos entre 16 de abril de 2012 e 30 de setembro de 2014. Os chassis envolvidos no recall vão de DC400034 a FC404524. Segundo a empresa, foi detectado que o posicionamento incorreto de um sensor fez com que o cinto fosse travado indevidamente quando o carro está em pequenas inclinações. Desta forma, o cadarço do acessório não pode ser puxado, impedindo o uso do cinto. Os reparos, que duram uma hora e quinze minutos, irão começar apenas em 17 de novembro. Até lá, a montadora orienta que os ocupantes da terceira fileira estejam sempre com os cintos afivelados. Para mais informações, a GM disponibiliza o telefone 0800 702 4200, além do seu site. RECLAMAÇÕES O Procon-SP divulgou ontem uma pesquisa que afirma que menos de 65% das reclamações de consumidores em relação às dez montadoras mais reclamadas são resolvidos. Entre janeiro e agosto de 2014, o instituto registrou 299 casos envolvendo montadoras. A maior parte das queixas (61%) faz referência a algum tipo de defeito no veículo. As marcas com mais reclamações foram a General Motors, com 74, Ford, 48 e Fiat, 42. Apesar de serem as empresas com menos queixas, Toyota e a Peugeot Citroën foram as montadoras com menor índice de solução de problemas, 25% cada uma. De acordo com a assessora técnica do Procon Marta Aur, o baixo índice de solução das queixas se deve ao fato das montadoras e consumidores dificilmente se entenderem a respeito da solução dos problemas. "A única oferta que as montadoras fazem é para reparar o carro. Mas muitas vezes o consumidor já não confia mais no veículo ou na marca. Ele quer a restituição do dinheiro, algo que as empresas simplesmente ignoram", diz Marta. O número de reclamações é pequeno em comparação com outros setores: a empresa de telefonia com mais queixas em 2013 teve 11.984 reclamações, por exemplo. Mas de acordo com a assessora técnica do Procon-SP, é preciso relativizar essa diferença. "Claro que o nível de reclamações não é tão alto como de bancos e teles, mas também não é excelente. Carros são mais caros e tem maior durabilidade." Para Marta Aur, as montadoras deveriam buscar realizar mais conciliações com seus consumidores, assim que ele procura a concessionária. "É importante fidelizar o consumidor. Problemas acontecem, mas cabe a cada empresa decidir como tratá-los", afirma. MONTADORAS A respeito da pesquisa do Procon, a Fiat afirmou que "tem feito esforços contínuos na melhoria e na capacidade de atendimento ao consumidor, para que todas as reclamações sejam devidamente apuradas e solucionadas".