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Cuiabá MT, Domingo, 14 de Junho de 2026

ECONOMIA
Terça-feira, 15 de Julho de 2014, 20h:14

IBOVESPA

Bolsa tem alta pelo 4º dia e renova maior pontuação de 2014

Índice voltou a atingir seu maior nível desde o dia 22 de outubro do ano passado

O principal índice da Bolsa brasileira fechou em alta de 0,41% ontem, a 55.973 pontos, com investidores na expectativa pela divulgação de novas pesquisas eleitorais previstas para esta semana. Foi a quarta valorização seguida do Ibovespa. Com este desempenho, o índice voltou a atingir seu maior nível desde 22 de outubro do ano passado, quando ficou em 56.460 pontos. O volume financeiro movimentado foi de R$ 5,97 bilhões - abaixo dos R$ 8,48 bilhões registrados nesta segunda (14), mas acima da média diária de R$ 4,72 bilhões em julho. A corrida eleitoral voltou a ditar o rumo do mercado. Os investidores, aparentemente, esperam que a presidente Dilma Rousseff [PT] perca espaço nos próximos levantamentos de intenções de voto, após o efeito Copa, diz Filipe Machado, analista da Geral Investimentos. A expectativa reflete positivamente na Bolsa, uma vez que o mercado está insatisfeito com a gestão das estatais pelo atual governo federal. A ação preferencial (sem direito a voto) da Petrobras, que tive ganho de mais de 4% nesta segunda (14), fechou ontem em alta de 0,84% (a R$ 19,26 cada), enquanto o Banco do Brasil teve valorização de 0,67% (a R$ 27,15 por ação). Já o papel preferencial da Eletrobras ganhou 1,45% (a R$ 11,23). De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estava previsto para ontem a divulgação da pesquisa Sensus sobre a eleição presidencial de outubro, mas que até o fechamento desta edição, por volta das 19h30, não havia sido mostrada. Também são esperados para esta semana os levantamentos Datafolha e Ibope. O mercado claramente aposta que Dilma perderá pontos, mas não sei se ela vai devolver tudo o que ganhou durante o Mundial. Acho muita pretensão, diz Julio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho. Na última pesquisa Datafolha, divulgada no início de julho, a presidente Dilma teve alta de 4 pontos percentuais, indo de 34% para 38%. A Copa foi um sucesso como evento, mas a economia continua ruim, com diversos setores deteriorados por causa do intervencionismo do governo federal. O bom humor dos eleitores durante o Mundial pode ter sido apenas pontual', completa Machado. Além do cenário político, o mercado também esteve de olho ontem no discurso da presidente do banco central dos Estados Unidos, (FED), Janet Yellen. A executiva disse que a recuperação econômica do país está incompleta, o que justifica a política monetária frouxa no horizonte relevante. CÂMBIO - No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou o dia com valorização de 0,49% sobre o real, cotado em R$ 2,224 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, avançou 0,40%, para R$ 2,221. O Banco Central deu continuidade ao seu programa de intervenções diárias no câmbio, através do leilão de 4 mil contratos de swap (operação que equivale a uma venda futura de dólares), pelo total de US$ 198,5 milhões. A autoridade monetária também promoveu um novo leilão para rolar 7 mil contratos de swap que venceriam em 1º de agosto, por US$ 346,4 milhões. Até o momento, o BC já rolou cerca de 30% do lote total de papéis com prazo para o primeiro dia do mês que vem.

Edição EDIÇÃO 16962




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