ECONOMIA
Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012, 20h:15
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GASOLINA
BC descarta aumento
O Banco Central estima que não vai haver reajuste nos preços da gasolina e do botijão de gás este ano
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a estimativa de que não haverá reajuste nos preços da gasolina e do botijão de gás este ano. Também foram mantidas as projeções de reajuste das tarifas de telefonia fixa e de eletricidade, este ano, em 1,5% e 2,3%, respectivamente. ELEVAÇÃO A estimativa para os preços administrados por contrato e monitorados em 2012 foi mantida em 4%. Para 2013, houve elevação para 4,6%, ante 4,5% considerados em novembro no ano passado. O documento explica os motivos apontados pela autoridade monetária para a redução da taxa básica de juros (a Selic) de 11% para 10,5% ao ano, no último dia 18. De acordo com a perspectiva do Copom, em 2012 os preços da gasolina e do gás de bujão devem ficar estáveis. "Para o acumulado de 2012, foram mantidas [as projeções de reajuste] em 0%", avalia o BC. Em 2011, o IPCA registrou elevação de 6,5%, ante 5,91% em 2010. Os itens que mais contribuíram para a aceleração dos preços monitorados foram ônibus urbano (8,45% em 2011, ante 7,53% em 2010), gasolina (6,93% em 2011, ante 1,67% em 2010). ETANOL A alta dos combustíveis, que subiram principalmente em decorrência do aumento do etanol, teve como influência uma safra frustrada de cana que elevou o preço do biocombustível em 15,75% no ano e puxou para cima também o preço da gasolina (alta de 6,92%) que tem álcool em sua composição. Também pesaram os reajustes de ônibus urbano, que alavancou a alta de 8,09% do grupo transporte (6,05%), ao lado dos combustíveis. Os ônibus subiram na esteira dos combustíveis e da maior pressão e dos salários. Já as projeções de reajuste das tarifas de telefonia fixa e de eletricidade, para o acumulado de 2012, "foram mantidas em 1,5% e 2,3%, respectivamente". JUROS No documento, o comitê afirma ainda que há uma "elevada a probabilidade" de um cenário que possibilite a redução da taxa básica de juros para patamares de um dígito. O aumento na oferta de poupança externa e a redução do seu custo de captação têm contribuído para a redução das taxas de juros domésticas, traz a ata. O Copom considera ainda, segundo o documento, que o processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, bem como pela geração de superávit primários. A inflação deve ficar ao redor do centro da meta (4,5%) este ano, segundo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que decidiu no dia 18 deste mês, reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual para 10,5% ao ano. REDUÇÃO Segundo a ata, desde novembro, quando ocorreu a reunião do Copom anterior à deste mês, houve redução dessa projeção do cenário de referência. Esse cenário leva em conta as hipóteses de manutenção da taxa de câmbio do dólar em R$ 1,80 e da taxa Selic em 11% ao ano. No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias das estimativas de câmbio e de juros do mercado financeiro, "a projeção de inflação para 2012 manteve-se relativamente estável, acima do valor central da meta para a inflação". "Para 2013, a projeção de inflação encontra-se ao redor do valor central da meta no cenário de referência e acima no de mercado."