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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014, 20h:08

EXPORTAÇÕES

Balança comercial vai fechar no vermelho, aponta o governo

Além do déficit, Banco Central já projeta rombo em transações correntes

A balança comercial brasileira fechará o ano no vermelho pela primeira vez desde 2000, segundo projeção do Banco Central divulgada ontem. A instituição espera que as importações superem as exportações em US$ 2,5 bilhões. Este será também o maior déficit comercial do país desde 1998, quando as compras de produtos importados superaram as vendas brasileiras ao exterior em US$ 6,6 bilhões. Para 2015, o BC espera que as exportações voltem a superar as importações, resultando em um superávit de US$ 6 bilhões (venda de US$ 234 bilhões e compras de US$ 228 bilhões). O resultado da balança comercial é um dos fatores que levaram o BC a revisar a projeção de déficit nas transações correntes do Brasil com o exterior de US$ 80 bilhões (3,52% do PIB) para US$ 86,2 bilhões (3,94% do PIB). Em termos nominais, o valor será recorde. Na comparação com o PIB, será o maior resultado negativo desde 2001 (4,2% do PIB). Contribuiu para a revisão o resultado de novembro, um déficit de US$ 9,3 bilhões, valor recorde para o mês. Para 2015, o BC projeta déficit nas transações correntes de US$ 83,5 bilhões (3,80% do PIB). INVESTIMENTOS - O chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, afirmou que a piora nas projeções para as contas externas em 2014 refletem os dados ruins da balança comercial nos últimos três meses. Para 2015, o BC espera uma virada no saldo comercial. A recuperação se daria por conta da desvalorização do câmbio, da perspectiva de maior crescimento global e da redução no déficit na balança de combustíveis e petróleo. Maciel disse também que a expectativa do governo é de uma situação confortável de financiamento do déficit externo em 2015. Pelo terceiro ano seguido, o IED (Investimento Estrangeiro Direto) não será suficiente para cobrir todo o resultado negativo, como ocorreu em 2013 e deve se repetir em 2014, mas o BC avalia que outras fontes de recursos, como empréstimos externos, vão garantir a entrada de recursos no país. A projeção do BC é que o IED recue em 2014 pelo terceiro ano seguido, para US$ 63 bilhões e suba para US$ 65 bilhões no próximo ano, ainda abaixo do recorde verificado em 2011 (US$ 66,7 bilhões).

Edição EDIÇÃO 16963




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