NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

ECONOMIA
Terça-feira, 06 de Setembro de 2011, 19h:12

CIGARRO

Aumento de imposto adiado para 2012

O governo adiou para o início de 2012 o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre cigarros. A informação foi dada em nota do Ministério da Fazenda. Em agosto, a Receita Federal informou que o preço do cigarro subiria 20% a partir de dezembro. O reajuste chegará a 55% em 2015. A mudança de datas foi feita atendendo pedido dos produtores, que reclamaram da dificuldade de alterar todo o modelo de tributação até dezembro. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, isso terá também um "benefício adicional" ao ajudar a conter a alta dos preços em 2011, auxiliando no combate à inflação. "Essa medida também transfere esse impacto do preço deste ano para o ano que vem. Tem esse benefício adicional que também justifica a adoção dessa medida, mas o motivo principal foi o pedido do setor", afirmou. Barbosa disse que o aumento do imposto se dará em janeiro ou fevereiro do ano que vem - a data exata será definida nos próximos dias, quando o governo publicará um decreto regulamentando o reajuste. "O que a gente esta fazendo não é só um aumento da tributação, mas uma mudança no modelo de tributação", completou. Também foi anunciada em agosto uma política de preços mínimos para a comercialização de cigarros, que passa a ser de R$ 3 a partir de dezembro. Até 2015, sobe para R$ 4,50. Atualmente não existe preço mínimo para a venda do produto. COMPENSAÇÃO A decisão de elevar o tributo sobre o cigarro foi tomada para compensar parte da perda de receita provocada pelos novos benefícios concedidos à indústria. O impacto final nas contas públicas com as desonerações será de R$ 24,5 bilhões em 2011 e 2012 com a nova política industrial. Segundo a Receita Federal, essa elevação no IPI irá fazer com que a arrecadação desse tributo sobre cigarro passe dos R$ 3,6 bilhões para R$ 7,7 bilhões em 2015, um aumento de 105%. No ano passado, o cigarro gerou uma arrecadação de R$ 6 bilhões para a Receita Federal. Atualmente, existe apenas um regime fiscal para a tributação dos cigarros e a carga total incidente sobre o preço do produto é de 60%. A alíquota do IPI por maço varia de R$ 0,76 a R$ 1,30. No inicio de agosto, no entanto, o governo publicou uma medida provisória que cria duas novas formas de tributação para os fabricantes de cigarros: o regime geral e o regime especial. Até o fim de novembro, as empresas terão de escolher por um dos dois sistemas. No primeiro caso, cada maço de cigarro terá recolhimento de 45% de IPI. Com isso, a carga tributária sobre o produto, incluindo PIS/Cofins e ICMS, sobe para 81%. Já no regime especial, o IPI começa em 6% e sobe para 9% até 2015. Além disso, será cobrado um valor fixo que também será reajustado nesse período. Nesse sistema, a tributação será regressiva, ou seja, quanto maior for o preço do maço de cigarro, menor será a carga tributária sobre ele. Se o preço no varejo for de R$ 3, por exemplo, a carga será de 72%. No produto de R$ 5, o peso dos tributos cai para 60%. A expectativa da Receita Federal é que todas as empresas fabricantes façam a adesão ao regime especial, no qual a tributação será menor.

Edição EDIÇÃO 16964




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL