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ECONOMIA
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010, 03h:23

PROCON

Ano de atuações às agências bancárias

Clarice Navarro Diório
Da sucursal de Cáceres
Sete agências bancárias em Cáceres (225 quilômetros ao oeste de Cuiabá) foram notificadas neste início do ano pelo Procon e terão 10 dias para se adequar ao que determina a lei federal 6.078/90, de Defesa do Consumidor. O Procon exige atenção especial ao artigo 6° da lei, que indica que seja prestada informação adequada sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de qualidade, quantidade e preço dos trabalhos - taxas, juros, condições de pagamentos e outros serviços. As agências terão ainda de obedecer à lei municipal 1812/2002, que determina tempo-limite para o cliente ficar na fila esperando atendimento. A coordenadora do Procon/Cáceres, Ryvia Sodré, informou que se reúne com os gerentes das agências na próxima semana. Apesar de reconhecer alguns avanços em determinadas agências, ela afirma que falta muito ainda. Esta foi a terceira notificação às agências em dois anos, e as anteriores aconteceram pelos mesmos motivos. O Procon considera que as agências oficiais são as mais difíceis de se enquadrar à legislação devido à demanda excessiva, pois além do atendimento aos clientes as agências atendem os municípios da região. Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, a procura pelo recebimento de benefícios como o seguro-desemprego é feita também por moradores da região. E há um mês a agência da CEF voltou a ser responsável pela folha de pagamento da prefeitura local, que emprega 1,8 mil pessoas. O Procon notificou também 33 empresas, a maioria de móveis e eletrodomésticos e de confecção, determinando que cumpram o que determina o decreto federal 10.962/2004, chamado de Lei de Precificação, que estabelece que os comércios disponibilizem em locais visíveis, placas ou banners explicando as características dos produtos, composição, preços, formas de pagamento e qualidade, bem como sobre os riscos que apresentem à saúde pública. AÇÃO - A coordenadora do Procon informou ainda que no início de fevereiro o Órgão vai repassar às livrarias a relação dos produtos considerados abusivos dentro da lista de materiais escolares. “Não vamos pressionar escolas, e sim acionar as livrarias para que não vendam os produtos considerados desnecessários sob pena de ser penalizadas em caso de descumprimento”.

Edição EDIÇÃO 16963




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