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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012, 21h:44

ECONOMIA

Agricultura contribuiu para recuperação do PIB nacional

De acordo com a CNA, a safra 2011/12 impulsionou resultado no 2º semestre

O crescimento de 4,9% da agropecuária em apenas três meses mostra que o setor contribui de maneira significativa para a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) em um cenário de crise internacional que prejudica outros ramos da economia. A avaliação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em nota, a entidade informou que as expectativas são de que o setor agrícola cresça ainda mais porque os produtores preparam-se para plantar uma safra recorde, que terá reflexos sobre a economia no segundo semestre e em 2013. De acordo com a CNA, a elevação de preços internacionais provocada por secas nos Estados Unidos e no Leste europeu estimulará a produção de grãos e carnes no Brasil que não apenas suprirão o consumo interno como abastecerão outros países. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB, que representa a soma de tudo o que o país produz, cresceu 0,4% de abril a junho em relação ao período entre janeiro e março. A maior expansão foi da agropecuária, que cresceu 4,9% na mesma comparação. O setor de serviços aumentou 0,7%, enquanto a indústria registrou queda de 2,5%. No acumulado de 12 meses, o PIB subiu 1,2%. De acordo com a CNA, a safra de cereais, fibras e oleaginosas impulsionou o resultado do setor agropecuário no segundo semestre. Esses produtos tiveram a colheita estimada em 165,92 milhões de toneladas, resultado 1,9% superior à safra anterior. Os destaques foram milho, com crescimento de 26,8% na safra, e café, cuja produção cresceu 16%. Em relação ao segundo trimestre de 2011, o PIB aumentou 0,5%. Na mesma comparação, a agropecuária registrou desempenho bem melhor que o resto da economia, com expansão de 1,7%. Para a confederação, esses resultados indicam a recuperação do setor agropecuário no segundo trimestre. Nos próximos meses, ressaltou o comunicado, o crescimento continuará por causa dos preços elevados e do fim de diversas colheitas. MANTEGA - Ao comentar o resultado do PIB do segundo trimestre, divulgado ontem pelo IBGE, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chamou a atenção para o mau desempenho da produção industrial, que recuou em 2,5%. De acordo com o ministro, o principal fator a prejudicar a indústria foram as exportações, que ficaram atrás das importações. Ao analisar o crescimento de 0,4% no segundo trimestre, Mantega disse que quer se assegurar de que, no segundo semestre, o país volte ao patamar de crescimento de 4%. Mantega destacou que o governo tem tomado medidas para melhorar o desempenho da economia, mas que ainda não tiveram impacto porque a crise econômica internacional está retardando esses efeitos. “A redução da taxa de juros foi bastante forte, mas ainda não fez efeito porque demora de seis a nove meses para ter resultados. A indústria vai melhorar porque o câmbio já há alguns meses está em patamar mais favorável para a produção nacional”. O ministro reforçou que o governo está criando condições para que a economia brasileira cresça, apesar da crise econômica internacional. Ele lembrou que a geração de empregos continua elevada e que, embora haja demissões, as admissões continuam em elevação. “Temos que garantir que o mercado interno seja utilizado pelas empresas brasileiras. Estamos criando condições para elas produzirem a preços menores”.

Edição EDIÇÃO 16963




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