ECONOMIA
Sexta-feira, 25 de Março de 2011, 20h:53
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FERIADOS
Acordo permite abertura
Em abril, em cerca de 15 dias, serão três interrupções na Capital, mas em duas o funcionamento já está garantido
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
As datas de funcionamento do comércio no mês de abril em que o calendário aponta três feriados - já estão definidas e as perdas de vendas calculadas. Mas, este ano, patrões e empregados sentaram à mesa de negociações mais cedo e fecharam o acordo sobre a dinâmica de trabalho para o dia 8 (aniversário de Cuiabá), 21 (Tiradentes) e 22 (Sexta-feira Santa). O comércio já sabe o que vai acontecer em abril e está preparado para os feriados, diz vice-presidente da Federação do Comércio, Bens e Serviços de Mato Grosso (Fecomércio), Roberto Peron. A convenção coletiva dos trabalhadores do comércio prevê três feriados. Um deles, o da sexta-feira que antecede à Páscoa, é inegociável, sendo obrigatório o fechamento das lojas nesse dia. Em Cuiabá, as empresas pretendem cumprir o acordo com os trabalhadores e o calendário de feriados do Município. Os feriados dos dias 8 e 21 são facultativos para o comércio, podendo haver acordo entre patrões e empregados para a abertura das lojas nesses dias. A maioria deverá optar pelo funcionamento. Já o feriado do dia 22 o trabalhador sabe que poderá programar um dia de descanso extra. Do calendário municipal, cinco datas são consideradas inegociáveis para os trabalhadores 1º de Janeiro, 1° de maio (Dia do Trabalhador) -, Sexta-feira Santa, 2 de novembro (Finados) e 25 de dezembro (Natal). Por lei, esses feriados têm de ser respeitados pelos patrões. De acordo com a Fecomércio, há uma lei federal que autoriza a abertura do comércio em alguns feriados, desde que conste na convenção coletiva da categoria, oportunizando os comerciários a trabalhar nos dias de feriados, à exceção dos cinco feriados definidos em lei municipal como inegociáveis. Para os lojistas, feriados são prejudiciais ao comércio. Quando o feriado é no início do mês, é um tiro no pé, pois não se recupera um dia perdido de venda, diz um empresário. Com essas interrupções, lojistas alegam perder o que chamam de vendas por impulso, quem não comprou ontem, não compra hoje, alegam. E esse consumo é tido como irrecuperável. ORIENTAÇÃO - A abertura do comércio em dias de feriado segue à orientação das entidades empresariais, como estratégia de minimizar os prejuízos com as vendas. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL) é uma das entidades que vem incentivando o comércio a aproveitar os feriados, dentro do acordado com o Sindicato dos Comerciários, entendendo que com isso o comércio pode aumentar as vendas, aproveitando o tempo dos consumidores que não têm disponibilidade de ir às compras em dias normais da semana. Na avaliação de Roberto Peron, alguns feriados não dão resultado para o comércio, especialmente às lojas de rua. A freqüência de ônibus para o Centro da cidade é menor e dificulta a locomoção dos consumidores. Em certos feriados só compensa mesmo funcionar as áreas de lazer, entretenimento e alimentação, diz. Segundo ele, muitas vezes fica mais caro abrir no feriado do que manter o estabelecimento fechado. O lojista deve avaliar e ver se trabalhar em certos feriados é vantajoso para a sua loja. PERDAS - De acordo com os estudos, cada dia de portas fechadas para o comércio gera uma perda de 3% a 5% no faturamento mensal das empresas. Segundo os lojistas, os feriados geralmente repercutem no final de semana e as vendas jamais são recuperadas. Temos de trabalhar com a previsão desses feriados, em função das despesas operacionais e outros encargos que continuam correndo no feriado como se fosse um dia qualquer de faturamento para o lojista. Por isso temos de trabalhar em alguns feriados para não termos problema de caixa no final do mês, afirma Peron. Na opinião dele, todo feriado quebra uma rotina de trabalho, refletindo diretamente nas vendas. Todo consumo é por impulso. Ninguém consome pensando no amanhã, por isso a perda é real e não há como recuperar no dia seguinte.