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O agente da PF Ranalli faz o gesto de arma, que Bolsonaro popularizou no seu Governo, ao defender armas para a população civil
Para surpresa de ninguém, o vereador cuiabano Rafael Ranalli (PL) "condenou" o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por ter rejeitado pedido de prisão domiciliar para o condenado Jair Bolsonaro (PL).
Nas redes sociais, o parlamentar da extrema-direita entrou 2026 com um discurso pra lá de vencido: escreveu que o ano é novo, mas "a ditadura é a velha de sempre".
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Na decisão, Moraes cita que ex-presidente conta com "plantão médico 24 horas por dia" na sede da PF, em Brasília, onde cumpre a pena por tentativa de golpe de Estado.
Disse ainda que ele conta com "medicamentos necessários, fisioterapeuta e entrega de comida produzida por seus familiares".
Como outros radicais da extrema-direita bolsonarista, o vereador Ranalli tenta criar um clima de comoção em torno da figura do ex-presidente.
Na verdade, querem a prisão domiciliar. Mas, há precedentes para o STF barrar a ideia: o "mito" tentou violar a tornozeleira eletrônica que usava na prisão domiciliar.
Ademais, o ministro, ao decretar a prisão, levou em conta o risco de JB fugir da mansão onde cumpria a domiciliar, em Brasília.
Ao vereador Ranalli, fica a recomendação para que leia mais e se inteire dos fatos: a OEA (Organização dos Estados Americanos) concluiu que não há ditadura no Brasil e que houve, sim, tentativa de golpe de Estado.
Ahi, sim: enquanto isso, Cuiabá tem um monte de problemas estruturais, que merecem a atenção dos nobres inquilinos da Casa dos Horrores - quer dizer, Câmara de Cuiabá.
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