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Elizeu Nascimento sempre extravasou sua devoção extrema ao ex-presidente Bolsonaro, que sempre mostrou que não gosta da cultura brasileira
Da ala extremista do bolsonarismo em Mato Grosso, o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) vibrou com a não permiação do filme "O Agente Secreto" e do ator Wagner Moura, no Oscar, na noite de domingo (15).
"A militância que falou demais ficou só no cheirinho do Oscar", escreveu o parlamentar, como se a festa do cinema mundial fosse uma disputa ideológica, entre partidos políticos.
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O deputado-sargento é um adorador extremo do presidiário Jair Bolsonaro (PL). Ele pauta sua atuação na ALMT na defesa da família do ex-presidente.
Não se tem notícia de uma intervenção sua em defesa da cultura, setor que sempre foi odiado pela extrema-direita.
Em 2025, foi assim quando o filme brasileiro "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles, fez história e ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional, na 97ª edição da premiação.
Foi a primeira estatueta conquistada pelo Brasil nesta categoria principal.
Mas, deputados como Elizeu Nascimento usaram as redes sociais para desmerecer o reconhecimento mundial à arte e à cultura do país.
No domingo, o Brasil concorreu em cinco categorias da principal premiação de cinema, mas não levou nenhuma estatueta.
"O Agente Secreto concorria às categorias de melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator, pelo papel de Wagner Moura, e melhor direção de elenco, pelo trabalho de Gabriel Domingues.
O presidente Lula (PT) publicou uma montagem, em seu Instagram, em que destaca diversos atores que participaram do filme, e afirmou que a passagem de brasileiros pela premiação já é motivo para orgulho.
"Foram cinco indicações ao maior prêmio do cinema mundial, mostrando novamente a força do nosso cinema e o talento dos nossos atores, atrizes, diretores e de toda a equipe técnica que faz essa arte acontecer. É o Brasil levando ao mundo a potência da nossa cultura e das nossas histórias", escreveu.
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