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O deputado bolsonarista Cattani, que é contra o Carnaval, dia e noite, veste uma "fantasia": uma camiseta com um nome do presidiário Jair Bolsonaro
Com a alegação de que defende os "valores familiares", o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) usou as redes sociais para declarar "guerra" a uma das maiores festas populares do país, o Carnaval.
Num discurso virulento, o bolsonarista afirmou que a festa de Momo é "a maior desgraça da humanidade, é a vulgarização da família".
E acrescentou: "É o desmantelamento da família, a exposição da promiscuidade, da devassa moral, que nós vivemos na sociedade brasileira. É o maior pecado que cometemos".
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O parlamentar classificou o Carnaval como "a festa da carne", alegando que, nesta época, "os corpos humanos são oferecidos, são dilacerados, são expostos, são maltatrados, são vilependiados".
Ironizou o fato de a Saúde Pública distribuir preservativos, afirmando que a medida é para "ver se consegue controlar o tanto de doenças sexualmente transmissíveis que serão expostas, nessas festas promíscuas".
Cattani, na verdade, tenta agradar os conservadores que adoram o presidiário Jair Bolsonaro (PL), que, em seus discursos, sempre usou o termo "família" como mote de campanha.
Ele até pode não gostar de Carnaval, mas, dia e noite, em suas aparições públicas, usa uma "fantasia": uma camiseta com o nome do seu "míto", numa flagrante demonstração de veneração.
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