CIDADES
Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015, 20h:06
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ENSINO SUPERIOR
Universidades de MT estão na média
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Mato Grosso obteve cinco notas máximas na avaliação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) referente ao ano de 2014. Entre as cinco, três são da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), um do Instituto Federal (IFMT) e outro do Centro Universitário de Várzea Grande. No ano passado, passaram pelo crivo do Ministério da Educação (MEC), cursos das áreas de exatas (como engenharia), licenciatura (história e geografia, por exemplo), além de graduações na área de tecnólogos. O conceito do Enade é determinado por uma pontuação que vai de 1 a 5. Na UFMT, entre 51 cursos avaliados, apenas os de arquitetura e urbanismo, filosofia (bacharelado) e física/licenciatura (Pontal do Araguaia) alcançaram a nota máxima (5). No Índice Geral (IGC), a UFMT atingiu 4 de pontuação, atrás de instituições como a Universidade de Brasília (UNB). A reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder, considerou o resultado bom. A avaliação geral é positiva, mas é claro que pode e deve melhorar para atingirmos a nota máxima. Para isso tem que haver um esforço coletivo, disse, lembrando que quando assumiu o cargo, em 2008, a nota geral alçada pela instituição federal era 3. Neder explica que muitos acadêmicos boicotam o teste. Por isso, ela destaca que uma das propostas do MEC é inserir a nota no diploma do graduando. Isso irá influenciar na avaliação. Haverá uma maior responsabilidade por parte dos alunos, acredita. Os estudantes devem fazer o Enade para obter o diploma, no entanto, não existe um desempenho obrigatório aos alunos. No IFMT, foram doze cursos avaliados e apenas o de matemática/licenciatura de Juína obteve 5. Além desses, o curso de educação física (licenciatura), do Centro Universitário de Várzea Grande, também obteve a pontuação máxima. Na Universidade de Cuiabá, os cursos avaliados atingiram notas entre 2 (a maioria) e quatro. O resultado do Enade foi publicado ontem no Diário Oficial da União (DOU), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O objetivo do exame é avaliar o conhecimento dos estudantes do último ano dos cursos de graduação sobre o conteúdo programático, suas habilidades e competências. O resultado é usado para compor índices que medem a qualidade de cursos e instituições de ensino superior. Conforme a Agência Brasil, na última sexta-feira (18), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou que o exame passará por um processo de aprimoramento em 2016. Entre as novidades está a inserção da nota do exame no currículo do aluno, de forma que possa contar como critério para acesso à pós-graduação. Outra mudança para o ano que vem é a implantação do Enade Digital, para a aplicação da prova, e um mecanismo de avaliação mais preciso do desempenho da instituição na formação dos alunos. Serão incorporadas à nota final a taxa de desistência (estudantes que abandonaram o curso) e a evolução de desempenho, que compara a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de ingresso na instituição, com a do Enade, na conclusão do curso.