CIDADES
Terça-feira, 01 de Setembro de 2009, 10h:03
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NOVA BANDEIRANTES
Unidade hospitalar sob suspeita
A polícia investiga a morte de um bebê recém-nascido após a internação no Hospital Municipal de Nova Bandeirantes (a 980 quilômetros de Cuiabá). Na mesma unidade outra criança teria sido entregue à família com ferimentos graves no corpo sem que houvesse esclarecimentos médicos, segundo a mãe do bebê João Lucas Mendes, Edna de Souza Mendes, de 40 anos. A dona-de-casa relatou que, durante a cesariana, no dia 31 de julho, a criança foi retirada imediatamente da sala de cirurgia pela equipe médica e levada para uma unidade hospitalar em Alta Floresta, onde há mais recursos. Só me falaram que meu filho estava sofrendo parada respiratória. Como eu estava sendo operada, minha irmã acompanhou ele até a outra cidade, contou. Edna disse que, ao chegar no outro município, a irmã telefonou. Ela disse que meu filho não estava com falta de ar e sim com um hematoma grande na perna e um corte no braço, mas ninguém deu explicações, falou. O recém-nascido permaneceu por 11 dias no hospital de Alta Floresta, para onde a mãe foi no último dia de internação da criança. Depois, a levou de volta para casa, em Nova Bandeirantes. Ela afirmou ter procurado o hospital onde aconteceu o parto e não ter recebido informações da médica que realizou o procedimento. Não sei ainda o que meu filho tem e nem o que aconteceu com ele. Agora que está se recuperando e que a perna está ficando desinflamada. O diretor clínico do Hospital Municipal de Nova Bandeirantes, Leonardo Melo, afirmou não ter conhecimento sobre as complicações que o bebê apresentou e nem ter sido procurado pela família. Apenas informou que a criança teve uma parada respiratória durante o parto, o que a tornaria mais vulnerável à contrair infecções, que podem ter gerado a ferida na perna. Quanto ao corte no braço, o médico disse se tratar de uma incisão para a busca da veia para medicação intravenal. MORTE - O eletricista de manutenção Max Leonardo de Souza, de 21 anos, também denunciou não ter recebido informações no hospital sobre a morte da filha recém-nascida, no final do mês. Ele registrou um boletim de ocorrência para a investigação do óbito da menina Isabele Souza. A criança nasceu no dia 20, no Hospital Municipal, e 24 horas depois foi para casa. No dia 22, apresentou febre alta e os pais a levaram para o hospital. Quando cheguei com a minha filha no hospital foram feitos os exames e a médica detectou infecção. Pedi uma transferência para a unidade de Alta Floresta, mas a médica não deu. Só no outro dia aceitou a transferência. Minha filha morreu no meio do caminho, antes de chegar ao hospital, disse Max. O secretário de Saúde de Nova Bandeirantes, Wilson Araújo, disse que determinou a imunização do hospital e que esperaria a investigação policial para dar andamento às apurações internas.