CIDADES
Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010, 02h:38
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JÚLIO MÜLLER
Uma semana para solução sobre plantões
Intervalo é tempo necessário à apresentação do parecer da equipe interministerial que visitou unidade. Enquanto isso, serviços se mantêm fechados
MARICELLE LIMA
Especial para o Diário
A dúvida em torno das providências necessárias para garantir o atendimento integral no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) ainda deve durar uma semana. Pelo menos é o tempo que a comissão interministerial que visitou a unidade esta semana terá para emitir um parecer sobre o que foi visto in loco, na Capital. O relatório técnico a ser elaborado será validado pelos três representantes dos ministérios da Saúde, Educação e Planejamento, Orçamento e Gestão que estiveram no HUJM. De acordo com o superintendente do hospital, José Carlos Amaral, a comissão elogiou a organização da unidade, referindo-se à apresentação das informações solicitadas em tempo hábil. Amaral argumentou que a visita deveria ter acontecido antes da imposição da redução das horas-extras, atendendo à publicação da Lei 11907 e a edição da Portaria 918, que reduziram de 22 mil para cerca de 6 mil horas mensais os plantões nos hospitais universitários do país. Segundo o diretor, como a visita já estava programada para acontecer durante o ano, que fosse feita antes da mudança. Deveriam conhecer a nossa realidade para daí tomar as devidas medidas. Em Goiás, por exemplo, a situação é bem semelhante à nossa, comentou Amaral. Sobre os prontos-atendimentos pediátrico e adulto, as UTIs Neonatal e Adulta e a enfermaria pediátrica do hospital, setores que deixaram de funcionar de forma integral a partir do início deste mês, o atendimento continua parcial, sem previsão da volta ao normal. Assim, a unidade continua a desobedecer a decisão da Justiça Federal que determinou que a União e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) mantenham regulares e integrais todos os serviços do HUJM. A decisão, proferida pela juíza Vanessa Curti Perenha Gasques, em exercício na 2ª Vara Federal, atendeu ao pedido do Ministério Público Federal em ação cautelar e estipulou multa diária de R$ 300 mil em caso de desobediência. O superintendente do HUJM explicou que a reitora da UFMT, Maria Lucia Cavalli Neder já informou à Justiça sobre a impossibilidade de cumprir a medida. Temos conhecimento da decisão, sabemos das nossas obrigações. A Justiça foi informada que não há condições de atender, finalizou.