Quem costuma andar pelas ruas centrais de Cuiabá tem percebido um aumento significativo na população de pombos. A maioria deles se concentra em praças, especialmente naquelas onde há alimentação em abundância. Por ano cada casal tem capacidade de reproduzir de cinco a seis filhotes. O número pode crescer de acordo com a quantidade de alimento ingerida. Por isso é extremamente importante não alimentá-los. Em todas as palestras que damos, reforçamos essa orientação, pois é exatamente aí que está a peça-chave para a redução do crescimento da população de pombos tanto aqui em Cuiabá quanto em qualquer lugar do mundo, explica o biólogo do setor de animais sinantrópicos do Centro de Controle de Zoonoses de Cuiabá (CCZ), Rodrigo Reis. Em residências, os pombos são atraídos geralmente pela ração (ou qualquer outro alimento) dado aos animais domésticos. Uma forma de evitar esse tipo de invasão é colocar a refeição do bichinho de estimação na quantidade certa para ser consumida naquele momento, evitando resquícios. Além de comida, aparelhos de ar-condicionado instalados em edifícios atraem as aves. Elas constroem ninhos na parte do aparelho que fica no lado externo do prédio porque é um lugar afastado de maiores perigos e quente o suficiente para chocar os ovinhos. Caso o pombo defeque em qualquer área da residência é necessário aplicar água sanitária no lugar e deixar agir por 15 minutos para que as bactérias sejam eliminadas. Durante a higienização, recomenda-se o uso de máscara e luvas. É um cuidado totalmente relevante, tendo em vista que a ave é transmissora de várias doenças. O excremento é a principal fonte de contaminação de bactérias, fungos e ácaros, explica o biólogo. Para retirá-los do perímetro residencial deve-se planejar cuidadosamente evitando a morte da ave ou seu sofrimento. De acordo com a Lei federal de n°9605, em vigor desde 1998, é proibido matar pombos com aplicação de penas que vão até cinco anos de prisão. Para remover grande quantidade desses animais de locais inapropriados é necessário entrar em contato com o Ibama para que profissionais treinados os remanejem a reservas ecológicas. O CCZ pode auxiliar apenas com orientações.