Dois anos depois, o bancário conta que toda sua rotina mudou. O medo passa a ser companheiro constante. Todo dia quando vou para o trabalho penso que talvez eu não volte. Ele explica ainda que teve que passar um ano e meio fazendo tratamento psicológico. Depois do assalto, eu fiz terapia, mas mesmo assim fico sempre tenso. Não vou mais ao banco depois que escurece, sempre olho todos ao redor, com medo de que tenha algum assaltante nas redondezas. Segundo ele, a maior preocupação é com a família, que mora longe. Na época da ocorrência, minha mãe viu imagens na televisão e na internet. Chegava até ela todo tipo informação. Uns falavam que os funcionários tinham sido baleados, outros que tinham sido queimados. Como ela não conseguia falar comigo, e ficou muito tempo sem contato, teve um início de derrame e foi parar no hospital. Trabalhando em Rondonópolis, ele explica que ocorrências do novo cangaço são mais difíceis de ocorrer ali. Mas nada impede que aconteça de novo, diz. (SM)