CIDADES
Sexta-feira, 20 de Maio de 2011, 20h:54
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SAÚDE PÚBLICA
Ultimato formalizado
Categorias comunicam ao governo sobre greve na semana que vem caso comprometimento por melhorias não ocorra
ALECY ALVES
Da Reportagem
No final da tarde de ontem, médicos e enfermeiros protocolaram na Casa Civil um ofício endereçado ao governador do Estado, Silval Barbosa, informando sobre o indicativo de greve geral aprovado para a próxima quinta-feira. O documento também solicita uma audiência em regime de urgência para discutir problemas da saúde pública. O texto traz uma pauta de reivindicações que inclui investimentos nos pronto-socorros de Cuiabá e Várzea Grande para que, de imediato, não tenham pacientes no chão ou sob macas; a construção de um hospital estadual em Cuiabá com mil leitos, e ampliação e melhoria das unidades do interior do Estado. O documento está assinado pelos presidentes dos dois sindicatos que lideram o movimento contra a estadualização e pela construção de unidades estaduais: Sindmed (Sindicato dos Médicos) e Sinpen (Sindicato dos Profissionais de Enfermagem), Ednaldo Lemos e Dejamir Soares, respectivamente. Dejamir Soares reafirmou que os trabalhadores não aceitam a transferência da gestão das unidades de saúde para Organizações Sociais (OSS), como anunciou o governo do Estado, e querem a abertura de um canal de negociação com o governador. Para que a greve não aconteça, assinalou, precisam de um comprometimento formal do governador. Isso significaria ter a assinatura de Silval Barbosa em um termo de compromisso, por exemplo. O compromisso seria para construir o hospital, equipar e reorganizar os serviços de urgência e emergência e melhorias nos hospitais do interior. Sabemos que não teremos um novo hospital em uma semana, mas podemos ter o compromisso para o projeto e a viabilização dos recursos, frisou o sindicalista. Por causa da polêmica gerada pelo anúncio da terceirização dos dois prontos-socorros, o governador disse ontem que terá de voltar a se sentar com os dois prefeitos, Francisco Galindo e Murilo Domingos, para discutir se o Estado assume ou não a gestão dos prontos-socorros. Silval destacou que não quer causar transtornos, mas ajudar os municípios na organização e prestação de serviços de saúde. Ele pontuou que se o posicionamento dos profissionais for contra a entrega dos pronto-socorros ao Estado, e levarem a greve, os problemas que hoje são grandes podem se tornar bem maiores. Até quinta-feira, prazo dado pelos profissionais do setor para que o Estado e as prefeituras solucionem a falta de leitos, o governador disse que não se consegue fazer nada. Sessenta dias é o tempo previsto para se formalizar os termos da estadualização das unidades. Sobre o envio das imagens do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá para a FIFA (Federação de Futebol), o governador disse achar que destacar os pontos negativos não é um bom início para a discussão. Na avaliação dele, seria um equívoco que certamente prejudica a imagem do Estado. CÁCERES Será a primeira cidade mato-grossense a ter uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), criada pelo governo federal. O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial de anteontem a portaria que habilita o município para receber R$ 2 milhões para execução da obra. A unidade de Cáceres será do porte II, que possui 12 leitos e tem capacidade para atender até 300 pessoas diariamente. As UPAs funcionam 24 horas e atuam como unidades intermediárias aos hospitais realizando atendimentos de urgência e emergência.