CIDADES
Sexta-feira, 01 de Junho de 2007, 21h:08
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JÚLIO MÜLLER
UFMT tenta frear greve com liminar
Uma ação movida pela reitoria da universidade quer que a mobilização dos servidores técnicos, que já dura seis dias, seja considerada ilegal
ALECY ALVES
Da Reportagem
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pediu na Justiça que a greve dos servidores do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), deflagrada há seis dias, seja declarara ilegal. A ação tramita na segunda Vara da Justiça Federal. Ontem, o juiz Jefferson Schneider encaminhou documento ao Sindicato dos Trabalhadores da UFMT (Sintuf) pedindo informações sobre as acusações formalizadas pela direção da universidade. O presidente do Sintuf, Paulo da Silva Ribeiro, disse que os grevistas estão sendo acusados de ameaça de fechamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e não manter o atendimento mínimo previsto na lei de greve, que seria de 30% dos serviços. De acordo com Paulo Ribeiro, ao contrário do que disse à imprensa o superintendente do hospital, José Carlos Amaral, os trabalhadores sequer pensaram em parar as UTIs. Os 22 leitos de terapia intensiva, 12 neonatal e 10 adultos, estão funcionando, assegurou o sindicalista. Na verdade, estamos mantendo 40% dos atendimentos, mais que a exigência legal, acrescentou Ribeiro. Ontem, os trabalhadores fizeram nova assembléia e decidiram manter a greve pelo menos até o meio dia de segunda-feira. Até essa hora, o Comando de Greve espera resposta de um termo de acordo que redigiram para o reitor Paulo Speller assinar. A previsão dele é que ainda hoje ou mais tardar nas primeiras horas da manhã de segunda, a minuta seja entregue ao reitor. No documento, a categoria condiciona a volta ao trabalho à redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais, o não corte do salário pelos dias parados e a eleição direta para o cargo de superintendente do hospital. O reitor Paulo Speller disse que, como já havia informado esta semana, a UFMT concorda em reduzir a carga horária em caráter experimental por 120 dias para os servidores que se enquadram no artigo terceiro do decreto 1590/95 e compensar os dias trabalhados com escala a ser elaborada. Sobre a eleição, Speller quer que a categoria aguarde o cumprimento do cronograma de elaboração do Regimento Interno do hospital, que está a cargo do Conselho Deliberativo. O reitor facultou ao sindicato a nomeação de representantes dos trabalhadores nessa tarefa.