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CIDADES
Sábado, 10 de Outubro de 2009, 17h:34

ENEM 2009

UFMT descarta de vez exclusão do Exame

Reunião ontem, entre reitora e comissão de secundaristas, deixou claro que instituição manterá as provas e confia na segurança do processo

ALECY ALVES
Da Reportagem
Não há nenhuma possibilidade de a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pedir a exclusão ou acatar parcialmente as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) assumindo o compromisso de criar uma segunda fase própria de seleção de alunos. Esse anúncio foi feito na manhã de ontem pela reitora, professora Maria Lúcia Cavalli Neder, à comissão de estudantes do terceiro ano do ensino médio e cursinhos pré-vestibulares que nas últimas semanas liderou um movimento de protesto contra as fraudes e por mais segurança no Enem. Ontem, como havia programado na última segunda-feira, a reitora recebeu os estudantes em audiência. Maria Lúcia Neder, que esteve em Brasília, onde se reuniu com o ministro da Educação, Fernando Hadadd, disse que com as medidas adotadas pelo governo federal, de usar os serviços da Força Nacional, Polícia Federal, Correios e outros órgãos, trouxe mais tranquilidade sobre a segurança do exame. Para a reitora, a aplicação das provas nos dias 5 e 6 de dezembro não deve atrasar o início do ano letivo, marcado para a primeira semana de março. Ela acha que como não terão de corrigir provas e fazer a classificação, um mês, fevereiro, será suficiente para chamar os aprovados e fazer as matrículas. Questionada sobre o que faria se uma nova fraude fosse detectada, Maria Lúcia disse que a UFMT poderia lançar mão do um “plano C” (os planos A e B foram optar e manter a decisão de substituir o vestibular tradicional pelo Enem). Ela explicou que a UFMT mantém um banco de dados que pode ser utilizado emergencialmente para elaboração de provas do vestibular. Nessa hipótese, como a UFMT não teria de abrir inscrições, esperar por prazos para isenção, análise de recursos e envio de cartões aos alunos, porque os candidatos seriam os 109 mil que se inscreveram por meio do Enem, seria possível, disse, fazer um mutirão para um vestibular extraordinário. Maria Lúcia vê o Enem como o meio atual mais democrático de acesso às faculdades públicas. Para reforçar sua visão, ela lembrou que no vestibular de 2009, ainda no modelo tradicional, a UFMT recebeu 28 mil inscrições e aplicou as provas em quatro campi. Com o Enem, 109 mil estudantes vãos fazer as provas sem sair de casa em 67 cidades mato-grossenses e dezenas de outras do país. Os estudantes que saíram às ruas não se sentiram frustrados pela decisão da UFMT de manter o Enem. Nayara Monteiro, vestibulanda de Medicina, disse que o que buscavam são informações sobre a segurança na aplicação das provas. Nayara e os demais estudantes se posicionaram favoráveis ao modelo de seleção que a UFMT optou. “Não temos medo da concorrência, mas queremos segurança, lisura no processo”, completou. O estudante Fabrício Beltrame disse que vão acompanhar de perto as notícias sobre o exame nacional e a reação e posição da UFMT diante de cada acontecimento.

Edição EDIÇÃO 16967




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