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CIDADES
Quarta-feira, 29 de Junho de 2011, 21h:26

GREVE NO FUNCIONALISMO

Três movimentos sem resposta do governo

GUILHERME BLATT
Especial para o Diário
Estão paralisadas as negociações entre o governo de Mato Grosso e as categorias com os maiores movimentos grevistas em curso no Estado. Os servidores não abrem mão de suas reivindicações e o governo afirma que não vai negociar durante greves. Os servidores da Educação continuam acampados na praça Ulisses Guimarães e planejam uma grande manifestação para hoje às 14h, uma passeata até o Tribunal de Justiça. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep), Gilmar Soares Ferreira, os servidores tiveram uma reunião com o deputado José Riva na manhã de ontem, mas ainda não obtiveram uma resposta favorável. Ele disse que o governo estadual não fez nenhuma proposta para acabar com o impasse. Para a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), no entanto, o fim da greve está mais próximo, desde que o Tribunal de Justiça decretou a ilegalidade. Em liminar concedida pelo desembargador José Tadeu Cury, os servidores que não retornarem ao trabalho terão os seus pontos cortados e o Sintep será multado por cada dia de greve. A Seduc, através de sua assessoria, informou que desde a concessão da liminar, 70% das escolas paralisadas retornaram ao seu funcionamento normal. Na Capital, 95% das escolas já estariam em aula, assim como 80% dos colégios de Várzea Grande. O Sintep reconhece que muitos professores voltaram às salas, mas ainda trabalha com a informação de que 70% das escolas continuam fechadas. A categoria quer um aumento imediato do piso salarial para R$ 1.312. Já o governo propõe um aumento gradativo até dezembro, além da convocação de todos os concursados até o final de agosto. A Seduc disse contar com o bom senso dos professores para que as aulas voltem. A Secretaria também esclareceu que os pontos cortados serão pagos assim que as aulas forem repostas. Cada colégio decidirá a forma de reposição. Já para os servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a expectativa é que a atual paralisação de três dias se transforme definitivamente em greve a partir de amanhã. É o que disse a presidente do Sindicato dos empregados do Detran de MT (Sinetran), Maria Auxiliadora Santiago. Os servidores querem um reajuste médio de 90% e ainda não tiveram um retorno do governo. Eles também esperavam resposta de uma reunião de intermediação com o parlamento. Se a greve for deflagrada, os funcionários decidirão hoje, em assembleia, se a paralisação será total ou se os serviços continuarão funcionando com 30% de sua capacidade. A greve dos funcionários da Secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema), iniciada no dia 21, também continua sem negociação. Os servidores querem reajuste de 40% e que o teto salarial da categoria seja dobrado para R$ 14 mil. O presidente do Sindicato dos Servidores da Sema (Sintema), José Benedito Jesus, disse que “a categoria não é radical. A greve foi nossa última alternativa. Estamos na expectativa de um sinal verde do governo para poder negociar”. Mas, o governo só está disposto a negociar com os servidores quando a greve terminar.

Edição EDIÇÃO 16969




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