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CIDADES
Quinta-feira, 31 de Maio de 2012, 21h:42

EDUCAÇÃO

Tablets: objeto estranho às escolas

Principais colégios particulares de Cuiabá ainda não empregam a ferramenta em sala de aula; mas seu uso já começa a ser discutido

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
É inevitável que novas tecnologias invadam as escolas e dividam a atenção dos estudantes com os livros ou apostilas impressas. Em Cuiabá, as escolas ainda não aderiram à ferramenta. Porém algumas das principais unidades estudam a viabilidade de uso dos tablets em salas de aula. A ideia é que os minicomputadores sensíveis ao toque de um dedo sejam mais um aliado no ensino-aprendizado assim como a lousa digital, data-show, entre outros recursos de multimídia. Coordenador-pedagógico do Master da 3º ano do Ensino Médio, professor Antônio Humberto Cesar Filho, diz que o colégio tem projetos de inserir a nova ferramenta, mas ainda não há previsão para começar. A princípio, segundo ele, a ideia é começar com alunos do ensino fundamental. Antônio Humberto explica que para o uso dos tablets é necessário um estudo amplo. “Não basta apenas adquirir a nova ferramenta. Tem que ter o material didático e as aulas programadas de forma virtual. Tem que haver toda uma preparação”, comenta. Entre outras decisões, Antônio Humberto destaca que a escola tem que optar, por exemplo, se o aluno levará o microcomputador para casa. Além disso, tem a questão do custo, que no final, na sua visão, compensa, já que o estudante deixará de comprar livros todos os anos. No CIN, o projeto de usar os tablets está engatinhando, conforme o coordenador do colégio, João Batista Dias. “O uso da informática nas escolas é um caminho sem volta. Já fizemos uma reunião sobre o assunto. Mas ainda estudamos a possibilidade”, diz.A expectativa é que o uso do equipamento eletrônico na sala de aula signifique avanços de aprendizagem e no compartilhamento de conteúdos das disciplinas, gráficos, entre outros, sem a perda do papel pedagógico exercido pelo professor, assim como sua comunicação com os alunos. Assim, o estudante terá que continuar a utilizar o caderno convencional para anotações, desenvolver a escrita e a leitura. “Até porque nos vestibulares, no Enem e em todos os concursos o aluno terá que saber ler, escrever e fazer cálculos”, frisa João Dias. De opinião semelhante é Antônio Humberto. “A ideia é que seja mais um material de apoio. O aluno tem que continuar escrevendo e lendo os livros físicos”. Os tablets possibilitam aos alunos buscarem informações em diversas fontes, ter acesso ao conteúdo explicativo por meio de vídeos e músicas. Na prática, os livros, em vez de serem comprados nas livrarias, poderão ser ”baixados” pelos alunos diretamente na nova tecnologia. Por isso, ainda há muitas dúvidas quanto à segurança, eficácia do sistema e dispersão que as ferramentas como a internet podem provocar dentro das salas de aula. Além disso, há o entendimento por parte de profissionais da área que o uso de tablets no lugar de livros didáticos pode até piorar o aprendizado dos alunos caso os professores não mudem a maneira como trabalham os conteúdos.

Edição EDIÇÃO 16967




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