O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público e Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, denuncia que além de insuficiente, o dinheiro da merenda escolar não chega nas escolas com a regularidade necessária. De acordo com Lopes, muitas vezes parcelas da verba são liberadas quando o ano letivo já está no final, obrigando a Seduc e as escolas a lançarem mão de arranjos administrativos para permitir que sejam aplicadas no início do ano seguinte. Caso contrário, teriam de devolver os repasses ao governo Federal. Essas situações, lamenta o sindicalista, torna a qualidade da merenda, que já é baixa por causa do valor, mais inferior. Henrique Lopes diz ter acompanhado a polêmica sobre os serviços de buffet pela imprensa. Ele afirma que não é contra a oferta de alimentação de qualidade aos profissionais da educação durante eventos da Seduc. Ele relata que é a favor desde que seja adquirida a preço justo e esteja presente em todos os espaços, ou seja, nos eventos e nas escolas. E questiona: Por que não servir esses alimentos(referência ao cardápio do buffet) nas escolas? DADOS - Conforme a Seduc, a rede estadual de ensino é formada por 739 escolas, 450 mil alunos e 36 mil servidores. (AA)