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CIDADES
Sexta-feira, 02 de Setembro de 2011, 19h:24

NOVO CANGÇO

Sete assaltantes presos

Gaeco consegui capturar parte de quadrilha suspeita de roubar Banco do Brasil de Campo Novo 2 dias após o fato

ALECY ALVES
Da Reportagem
Enfim, depois de uma série de assaltos que espalhou terror entre moradores de cidades do interior, os órgãos de segurança conseguem agir com rapidez contra a modalidade de roubo a banco denominada “novo cangaço”. Desde quinta-feira até a manhã de ontem, sete integrantes do bando que assaltou a agência do Banco do Brasil de Campo Novo do Parecis (400 quilômetros de Cuiabá) na última terça-feira foram presos pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), em ação conjunta com a Polícia Militar e outros órgãos da segurança. De acordo com o coordenador do Gaeco, procurador Paulo Prado, prisões aconteceram em Cuiabá, Várzea Grande e Nobres, uma delas na pista de embarque do Aeroporto Internacional Marechal Rondon. Também foram recuperados R$ 238,8 mil dos mais de R$ 900 mil levados do banco, apreendidas munições de uso restrito das organizações de segurança e um veículo, um Fiat Strada adaptado para o transporte de fuzil e grande quantidade de dinheiro. Carlos Eduardo Sobrinho, que usava o nome falso de Anderson Gonçalves Soares, conhecido por “Trutinha”, já estava próximo da aeronave que o levaria para São Paulo quando policiais do Gaeco o prenderam, com a ajuda de agentes da Polícia Federal. Com “Trutinha” foram apreendidos R$ 50 mil. Paulo Henrique Alves, preso em uma oficina mecânica em Várzea Grande, e Jelso Bazzo Júnior, conhecido por “Sabugão”, preso em Nobres, não atuariam diretamente nos assaltos, mas davam apoio logístico à quadrilha. Bazzo Júnior, por exemplo, é dono de uma chácara em Nobres que servia de base para as reuniões de planejamento dos assaltos. Ele também fazia o transporte dos comparsas. Ele já esteve preso pelo assalto ao Banco do Brasil de Canarana ocorrido em 2009. Paulo Sérgio Alves de Sousa, conhecido por “PC” e “Paulo Ceará”, que estava com R$ 10 mil, participara diretamente nos roubos, assim como Francisco Hélio Bezerra Feitosa, presos juntos em uma casa em Várzea Grande. Evódio Alves de Sousa, também preso em Várzea Grande, com quem a polícia encontrou a maior quantia em dinheiro, R$ 170 mil, seria o fornecedor dos carros usados nos assaltos. Já Fábio Pereira Aguiar, funcionário de uma loja de apetrechos de caça e pesca em Cuiabá, mecânico de arma, era quem dava manutenção no armamento do grupo. Três ladrões, Bruno da Silva Malta, Alexandro Pereira dos Santos e Jonas Ribeiro da Costa Filho, estão sendo procurados. O primeiro, que não se sabe se o nome verdadeiro seria Bruno ou Lindomar Alves de Almeida, seria o líder do bando. Essa quadrilha estava sendo investigada desde 4 de julho deste ano, após o resgate de Paulo Henrique Alves, detido por PMs da cidade com dinamite, marmitas e redes em uma caminhonete SW4. Conforme o comandante da PM, coronel Osmar Faria, Paulo, ele se identificou como fazendeiro de Sapezal e pediu para telefonar para uma pessoa que lhe traria a licença para o transporte da dinamite. Em poucos minutos, 11 bandidos chegaram atirando e o resgataram. A partir dos documentos deixados por ele, a polícia passou a monitorar as ações da quadrilha, até culminar com as prisões de ontem. A última ação do bando teria ocorrido em Campo Novo do Parecis de onde os bandidos podem ter levado perto de R$ 1 milhão.

Edição EDIÇÃO 16963




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