Emissão de carteira de trabalho e entrada na documentação para recebimento do seguro desemprego foram os principais serviços que deixaram de ser prestados durante todo o dia de ontem, na Secretaria Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) em Mato Grosso. Os cerca de 50 funcionários do órgão fazem parte do movimento nacional que reivindica aumento de salários, melhores condições de trabalho devido à insuficiência de postos para atendimento do público, redução da carga horária de trabalho de 40h para 30 horas semanais, além da readequação do Plano de Cargo, Carreira e Salário dos servidores. A alegação do Ministério do Trabalho e Emprego é de que a categoria de servidores já possui um PCCS. Entretanto, eles afirmam ter apenas uma tabela de alinhamento de salários. O objetivo dos 14 mil servidores do país é conseguir classificar a renda e as gratificações de acordo com a escolaridade de cada um. Em nível nacional, o movimento não descarta a possibilidade de greve geral, por tempo indeterminado, caso as negociações não avancem. Outra paralisação registrada ontem em Cuiabá foi a de 150 policiais federais. Durante duas horas eles cruzaram os braços em protesto ao enquadramento na chamada terceira classe, ao ingressarem na carreira. Antes do último concurso, realizado em 2004, os policiais, após período de Academia, ingressavam diretamente na segunda classe. O prejuízo, segundo o Sindicato, é no tempo em que vão demorar para atingir a classe especial, que detém o maior salário dentro da PF.