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Segunda-feira, 20 de Junho de 2011, 22h:04
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Servidores da Empaer cruzam os braços
Atividades foram interrompidas ontem por recomposição salarial e greve não está descartada. Movimento soma-se ao da Educação e Sema
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Servidores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) paralisaram ontem as atividades em reivindicação por recomposição salarial e reestruturação da autarquia. Durante o dia, cerca de 50 trabalhadores estiveram mobilizados em frente à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. Diante da Sedraf vários baldes foram colocados com dizeres como cadeia do leite, programa de fruticultura, crédito fundiário e Pronaf para lembrar a importância da empresa à agricultura familiar em Mato Grosso. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores (Sinterp), Gilmar Antônio Brunetto, atualmente os funcionários da Empaer estão com uma defasagem salarial de 60%. A cobrança da categoria é a unificação da tabela dos servidores que compõem o sistema agropecuário como é o caso do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). Pela proposta do Sinterp, técnicos de nível superior da autarquia teriam o salário inicial reajustado de R$ 2,6 mil para R$ 3,8 mil. Conforme Brunetto, o secretário da Sedraf, José Domingos Fraga, por diversas vezes se comprometeu em garantir não só o reajuste salarial como também a reestruturação da Empaer. O José Domingos precisa manter o seu compromisso ou então chutar o balde, disse. Segundo o sindicalista, além do problema de salários baixos, o setor enfrenta a escassez de funcionários, falta de apoio e estrutura para trabalhar e desenvolver a agricultura familiar do Estado. A agricultura familiar cresceu em Mato Grosso. Hoje, são mais de 150 mil agricultores. Para atender bem o ideal seria um profissional para 100 famílias. Mas, hoje a Empaer tem no campo pouco mais de 300 funcionários, comentou. Brunetto destacou ainda que, em 1990, a empresa possuía 1.048 funcionários. Neste ano, são 377 efetivos, além de 185 comissionados. Estamos com o Núcleo Agropecuário parado e vamos paralisar os 129 escritórios regionais caso não haja avanço nas negociações, comentou pedindo ainda o apoio dos deputados estaduais e a atenção especial por parte do governo do Estado. Além disso, nos escritórios locais faltam veículos e recursos para custeio. A assessoria de imprensa da Secretaria de Administração (SAD) informou que os servidores da Empaer são regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), por isso, têm que entrar com dissídio coletivo na Justiça Trabalhista. A reportagem tentou ainda falar pessoalmente e por telefone com os responsáveis pela Sedraf, mas não conseguiu. A categoria avalia os rumos do movimento em assembleia marcada para a tarde da próxima segunda-feira.